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Identificadas as sete vítimas de desabamento em Sorocaba

Muro veio abaixo durante forte chuva, quando as pessoas voltavam das compras de Natal e trânsito estava parado. Vítimas estava dentro de carros

Por Da Redação 21 dez 2012, 09h56

As sete pessoas que morreram no desabamento do muro de uma antiga fábrica de tecidos, na noite de quinta-feira, em Sorocaba, no interior de São Paulo, foram identificadas. Os corpos foram liberados para os velórios, que serão realizados nos salões de duas funerárias da cidade. A remoção dos escombros, que soterraram quatro carros e uma moto, só foi concluída às 4 horas desta sexta-feira. A Rua Comendador Oeterer, no centro da cidade, onde ocorreu o acidente, continua interditada.

O desabamento aconteceu durante uma forte chuva, quando muitas pessoas voltavam das compras de Natal. Nesta época do ano o comércio na região central da cidade funciona até as 22 horas. O trânsito estava congestionado quando o muro veio abaixo e a maior parte das vítimas estava dentro dos carros. A estrutura de tijolos antigos e maciços tinha dez metros de altura e não havia vigas ou outro tipo de sustentação. Parte do muro continua em pé e será examinada nesta sexta-feira por técnicos a serviço da Defesa Civil, que decidirá se haverá necessidade de demolir o que sobrou.

O conjunto fabril, inaugurado em 1913, é tombado pelo patrimônio histórico municipal. O prédio estava em processo de restauração para abrigar o shopping Pátio Cianê. A empreendedora lamentou o acidente e informou que as causas serão apuradas. Segundo a empresa, a obra estava licenciada e era acompanhada por uma empresa especializada em restauração.

Vítimas – Morreram no desabamento Humberto Dias Ferreira, de 53 anos, que era taxista; a assistente administrativa Samantha Bianca da Conceição, de 24 anos; o vigilante Rayner Alves, que tinha 28 anos; Nhayara Pamela Airola, de 25 anos, auxiliar administrativa; o menino Tiago Alves Siqueira, estudante, que até o momento não teve a idade confirmada; a dona de casa Evelin Cristina Siqueira, de 30 anos, e Adilson Nunes Filho, 35 anos, que era médico. O prefeito Vitor Lippi (PSDB) decretou luto por três dias. Os bombeiros encerraram as buscas por novas vítimas às 23h desta quinta-feira.

(Com Estadão Conteúdo)

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