Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Ideli descarta rever segredo sobre custo das obras da Copa

Ministra rebate fala do líder do governo no senado, Romero Jucá, mas diz ter convencido o presidente da Casa, José Sarney, a apoiar proposta do Planalto

Por Da Redação - 21 jun 2011, 20h56

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, rebateu nesta terça-feira a fala do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), sobre a transparência das licitações de obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A Medida Provisória 527, de autoria do governo, flexibiliza as regras para a contratação de empresas. Um dos itens do projeto institui segredo sobre o orçamento da licitação até a abertura das propostas. Em tese, as empresas proporiam preços menores. Na prática, não há como controlar vazamentos, ou seja, é uma porta aberta para irregularidades. Questionada se o Planalto concordaria em negociar modificações no projeto, Ideli Salvatti respondeu que não. Justificou dizendo que há pouco tempo para a MP tramitar. “O projeto é para que não haja acordo entre as empreiteiras e que se consiga um valor melhor, sem conluio”, tentou explicar a ministra. Mais cedo, nesta segunda-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá, disse que colocará o sigilo em discussão quando a MP chegar à Casa. Ele rejeitou a ideia de fechar um acordo prévio e deixar para a presidente Dilma Rousseff a tarefa de vetar o artigo que impõe o segredo sobre o custo do projeto. “A questão do sigilo tem de ser debatida pelo Senado”, disse Jucá. Convencimento – O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), também declarou-se contra o sigilo do orçamento das licitações para a Copa. Segundo Ideli, no entanto, Sarney recuou e teria se comprometido a defender no Senado a manutenção do texto aprovado na Câmara, que tem o aval do Planalto. “Ele se convenceu”, afirmou a ministra. A MP será enviada ao Senado após a votação de cinco destaques do projeto na próxima terça-feira na Câmara dos Deputados.

Publicidade