Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

IBGE: consumo de arroz e feijão cai com renda maior

Por Da Redação 28 jul 2011, 10h02

Por Daniela Amorim, Clarissa Thomé e Alexandre Rodrigues

Rio – O poder aquisitivo parece estar influenciando o consumo de uma mistura tipicamente brasileira, o arroz com feijão. Enquanto as classes mais baixas estão comendo mais esses grãos, eles têm sido menos frequentes na dieta das classes de maior poder aquisitivo, segundo dados levantados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na pesquisa, os entrevistados foram divididos em quatro grupos, de acordo com a renda per capita: até R$ 296,00; de R$ 296,00 a R$ 571,00; de R$ 571,00 a R$ 1.089,00; e mais de R$ 1.089,00. De acordo com o IBGE, o consumo diário de vários itens que constituem uma dieta saudável diminui à medida que a renda familiar per capita aumenta.

No caso do arroz, a ingestão diária foi de 168,1 gramas nas famílias com renda per capita até R$ 296, enquanto que na faixa acima de R$ 1.089 caiu para 129,7 g. O mesmo padrão foi verificado no caso do feijão, que registrou consumo diário de 195,5g para a faixa de renda per capita inferior e de 127,5g para a faixa mais alta.

No entanto, o consumo diário de algumas frutas e verduras foi maior conforme o aumento da renda per capita. No caso da banana, a ingestão foi de 15,4 g pela faixa de renda até R$ 296,00, enquanto a faixa acima de R$ 1.089,00 consumiu diariamente 24,8g. O mesmo padrão foi verificado com a maçã, que teve consumo de 5,9 g na renda mais baixa e de 18,3 g na renda mais alta; com a salada crua, de 7,9 g e 21,8 g; e com o tomate, de 3,7 g e 10,0 g. A ingestão de leite desnatado também foi menor entre a classe mais baixa, 1,8 g (cerca de 1,8 mililitro), e maior entre a classe mais alta, 9,4 g, (em torno de 9,4ml).

Já o consumo diário de alguns tipos de alimentos que indicam uma dieta inadequada também aumentou com a renda. Os doces à base de leite foram menos consumidos pela faixa de renda mais baixa, 4,8 g, e mais ingeridos pela faixa superior, 7,6 g. O fenômeno foi observado ainda na ingestão de refrigerantes, 54,3 g (ou 54,3 ml) pela classe mais baixa, e 135,1 g (ou 135,1 ml) pela classe mais alta; pizzas, 0, 7g e 11,0 g; e salgados fritos e assados, 6,3 g e 16,6 g.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês