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Hotel Nacional, no Rio, será recuperado

Por Heloisa Aruth Sturm

Rio de Janeiro – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou hoje o projeto de recuperação do histórico Hotel Nacional, localizado em São Conrado, zona sul da cidade. As obras do hotel, que está desativado desde 1995, terão início em março deste ano e devem ser concluídas até maio de 2014. A iniciativa faz parte da estratégia de expansão da capacidade hoteleira no Rio, em preparação para a Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016.

Desde a aprovação municipal do conjunto de incentivos fiscais que ficou conhecido como Pacote para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, em novembro de 2010, estão sendo aprovados pela Secretaria Municipal de Urbanismo 11 mil novos quartos de hotéis na cidade. “Esse hotel é uma joia da arquitetura mundial, e sua reforma será uma nova alternativa de turismo para a cidade”, disse o prefeito. Tombado pela Subsecretaria de Patrimônio do município em 1998, o prédio preservará o projeto original desenhado por Oscar Niemeyer e será modernizado. As fachadas serão mantidas e o número de quartos deve ser reduzido, de 510 para 450 acomodações.

Ao lado do hotel cinco estrelas será construída uma torre comercial de dez andares, também projetada por Niemeyer, complementando o conjunto arquitetônico. “Os projetos ainda não estão totalmente finalizados, mas estimamos que será necessário um investimento de cerca de R$ 200 milhões”, avaliou o arquiteto João Niemeyer, responsável pela revitalização do espaço.

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e com jardins do paisagista Burle Marx, o Hotel Nacional era o maior hotel do Rio de Janeiro na época de sua inauguração, em 1972. Dos 55 pavimentos previstos no projeto original, foram construídos somente 34 andares, por decisão do empresário José Tjurs, dono da Rede Horsa e então proprietário do hotel. “Ele achou que não ia ter público suficiente para ocupar todos os quartos”, lembrou o engenheiro Bruno Contarini, que acompanhou a construção do hotel e atualmente presta assessoria na área de estrutura para o novo projeto.

Com aproximadamente 80 mil metros quadrados, o prédio abriga ainda um centro de convenções com 2.800 lugares, além de um teatro com capacidade para 1.400 pessoas. O local, que já foi considerado um dos ícones do turismo no Brasil, permaneceu fechado nos últimos 16 anos, após a Interunion Capitalização, então dona do imóvel, ir à falência no início da década de 1990. Depois de ter ido a leilão por cinco vezes sem sucesso, foi vendido em 2009, por R$ 85 milhões, a um empresário do setor farmacêutico. O hotel será operado pela rede Intercontinental.