Homem que entregou rojão a suspeito de ferir cinegrafista é preso no Rio

Fábio Raposo foi encontrado na casa de seus pais e levado para o 17º DP, de São Cristovão

Por Da Redação - 9 fev 2014, 10h12

O tatuador Fábio Raposo, de 22 anos, envolvido no lançamento do rojão que feriu gravemente o cinegrafista da Bandeirantes, Santiago Andrade, de 49 anos, foi preso na manhã deste domingo (9) no Rio de Janeiro. A Polícia Civil encontrou Raposo na casa de seus pais, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. A polícia cumpriu um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. De acordo com a Polícia Civil, Raposo foi levado para a 17ª delegacia de polícia, de São Cristovão.

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Nas imagens gravadas por emissoras de TV durante o protesto da última quinta-feira, Raposo aparece de bermuda caminhando ao lado de um rapaz de cinza. O rapaz contou, em entrevista à Rede Globo, que viu uma pessoa derrubar um artefato no chão e pegou o rojão. Permaneceu com o objeto por alguns minutos, até que o rapaz de camiseta cinza, que Raposo diz desconhecer, o encontrou e pediu a bomba. Então o tatuador entregou o rojão, que foi aceso pelo suposto desconhecido e jogado contra o cinegrafista da TV Bandeirantes.

Raposo se apresentou espontaneamente à polícia na madrugada de sábado e contou ser ele a pessoa que aparece nas imagens entregado o rojão ao homem que atirou o artefato. Ele prestou depoimento, mas foi liberado pela polícia em seguida. No sábado, a Polícia Civil abriu inquérito e indiciou Fábio Raposo por tentativa de homicídio, qualificado por uso de explosivo e crime de explosão.

Ao delegado, o tatuador disse desconhecer o atirador do rojão, mas a polícia não se convenceu com a declaração. Se confirmados os crimes, o jovem pode pegar até 35 anos de prisão. “A versão do senhor Fábio é no mínimo fantasiosa. Ele está tentando se justificar pelo injustificável”, disse Fábio Pacífico, delegado da 17ª delegacia de polícia, que colheu depoimento.

O estado de saúde do cinegrafista é grave. Andrade segue internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio.

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(Com Estadão Conteúdo)

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