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Helicóptero envolvido em colisão no Rio estava com transponder desligado

Aeronave transportava um tripulante e quatro passageiros, incluindo o cantor Oliver Tree; há suspeita de táxi aéreo irregular

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 11h27 | Atualizado em 16 jul 2026, 11h31
Helicóptero envolvido em colisão no Rio estava com transponder desligado Priorizar nos meus resultados Google

Um dos helicópteros envolvidos na colisão que matou seis pessoas no Rio, no dia 14 de junho, estava com o transponder desligado, e por isso não podia ser detectado pelos radares durante todo o voo. A informação, que aponta falha no uso do equipamento de segurança da aeronava onde estavam o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspar Prim, consta no relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica. O mesmo documento revela ainda que os dois helicópteros, que se chocaram no ar no Recreio dos Bandeirantes, tinham rotas coincidentes.

A aeronave de prefixo PP-MA, que transportava os dois artistas e mais dois passageiros – Lucas Frota e Lucas Vignale -, era pilotado por Alexandre Souza. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apura a suspeita de táxi aéreo irregular – a mesma aeronave já havia sido alvo de denúncia por realizar a atividade sem a certificação exigida. O grupo decolou do Aeroporto de Jacarepaguá e tinha como destino Angra dos Reis. O outro helicóptero, de prefixo PR-DJJ, seguia do Aeroporto Santos Dumont para Guaratiba. O piloto Charles Marsillac estava sozinho e também morreu na tragédia.

De acordo com o relatório do Cenipa, “os planos de voo de ambas as aeronaves previam as Rotas Especiais de Helicópteros (REH) Praia e Grota e níveis de voo coincidentes”. Às 11h57min, ocorreu a colisão em voo, “entre as posições Tachas e Piabas”. Os helicópteros caíram sobre um estacionamento da BYD na Avenida das Américas. O documento afirma que “não houve detecção da aeronave PP-MAC pelos radares durante todo o período em que a aeronave esteve em voo”. Sem dados de radar e de GPS, a investigação conta somente com a trajetória autorizada e estimada do helicóptero. As aeronaves não possuíam caixas-pretas.

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Marsillac morreu em meio às ferragens do aparelho que pilotava. O helicóptero caiu com o trem de pouso para o alto. Já o PP-MAC explodiu quanto tocou no chão, provocando um incêndio no estacionamento. Vinte carros foram destruídos no local.

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