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Há oito meses sem resposta, defesa de Robinho diz que ele poderia já estar no semiaberto

Advogados do ex-astro do Santos pediram novamente que relator, Luiz Fux, conceda a progressão de regime

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jul 2026, 17h15
Há oito meses sem resposta, defesa de Robinho diz que ele poderia já estar no semiaberto Priorizar nos meus resultados Google

O novo advogado de defesa do ex-atleta do Santos Robson de Souza, o Robinho, apresentou mais um pedido de soltura ao Supremo Tribunal Federal (STF). Por meio de uma petição protocolada nesta terça-feira, 21, a defesa argumenta que, caso a tese desse mais recente habeas corpus fosse aceita, Robinho já poderia ter obtido a progressão de regime, saindo do fechado para o semiaberto. Ele está preso há dois anos e quatro meses.

Essa é a quinta manifestação que os advogados do ex-atleta apresentam só este ano no processo, que vive um “jejum” de decisões judiciais. Desde que foi apresentado, em 5 de novembro de 2025, esse novo habeas corpus teve um único despacho do seu relator, o ministro Luiz Fux, pedindo a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão enviou o parecer ainda em novembro, mas o caso não teve outras movimentações.

Nesse mais recente habeas corpus, Robinho tem outros advogados. Quem cuidou do caso dele desde que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a condenação por estupro da Justiça italiana foi a equipe de José Eduardo Rangel Alckmin, que é primo do vice-presidente da República Geraldo Alckmin. Desde abril, o ex-astro do Santos começou a ser representado, nesse processo, por Bruno Dias Cândido, que já compôs o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), do Ministério da Justiça.

O estupro, na legislação brasileira, é considerado um crime hediondo — por isso, ele tem regras mais duras para a progressão de regime. Quem for condenado por ele precisa cumprir pelo menos 2/5 da pena em regime fechado. A defesa de Robinho argumenta que na legislação italiana não existe essa agravante e, por isso, ela não deveria incidir sobre o caso do ex-atleta. Para os crimes que não são hediondos, é possível pedir a progressão de regime a partir de 1/6 de pena cumprida em regime fechado.

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A medida pleiteada pela defesa de Robinho não tem respaldo da legislação brasileira. No entanto, o STF, que atua justamente no controle constitucional, pode dar alguma decisão que beneficie o ex-atleta. Ele foi preso em março de 2024 em Santos, para cumprir a pena de nove anos de prisão por participar do estupro coletivo de uma mulher albanesa em 2013. Ele estava em Tremembé II, o “Presídio dos Famosos”, mas foi transferido para Limeira.

 

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