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Gurgel: nenhum gerente assinaria empréstimos do Rural

Por Da Redação
3 ago 2012, 20h05

Por Eduardo Bresciani

Brasília – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, voltou a falar sobre os quatro integrantes do Banco Rural citados na denúncia do caso do mensalão na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) de hoje, ao comentar sobre as acusações de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Gurgel destacou a falta de garantias para a concessão dos empréstimos ao PT e a empresas de Marcos Valério, de onde saíram os recursos do mensalão, e enfatizou o fato de os recursos terem sido liberados pela diretoria do banco e não por gerentes.

“A situação de risco era tão alarmante que a decisão de assinatura envolvia a própria diretoria da instituição. Não era em gerência, porque nenhum gerente seria louco para assiná-los”, disse Gurgel.

Gurgel reiterou que não havia previsão de pagamento pelos tomadores nem de recebimento pelos credores. Destacou que as análises de risco foram feitas de forma leniente para evitar que o Rural tivesse que reter em seus cofres o total do valor emprestado devido ao alto risco das operações. Destacou que, no caso do PT, sequer havia cadastro e que os avalistas das operações não tinham patrimônio para quitar nem 10% do que foi tomado. Ao todo, foram concedidos R$ 32 milhões em empréstimos.

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O procurador afirmou ainda que o Banco Rural montou um esquema de lavagem de dinheiro para permitir os saques de recursos na boca do caixa. Enfatizou que o banco não informou às autoridades quem eram os reais sacadores e qual a finalidade, limitando-se a dizer que o saque era da SMPB e para pagamento de fornecedores. Questionou ainda a defesa, que ressalta ter recibos que permitiram identificar os sacadores, ao destacar que isso só chegou ao processo por meio de mandados de busca e apreensão.

Gurgel destacou ainda que normas de controle interno do banco eram permissivas com a lavagem de dinheiro. Uma delas, previa que clientes com mais de dois anos de conta não poderiam ser considerados suspeitos, independente da movimentação.

São réus no processo por atuação no Banco Rural a ex-presidente Kátia Rabello, os ex-diretores José Roberto Salgado e Ayanna Tenório, além de Vinicius Samarane. Rabello é ainda é acionista do banco e Samarane é diretor. Os outros dois deixaram a instituição.

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