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Grupo preso na Hashtag cogitou usar arma química na Rio-2016

Simpatizantes do terrorismo pretendiam contaminar uma estação de abastecimento de água durante os Jogos Olímpicos, revelou a 'Folha de S. Paulo'

Por da redação 2 set 2016, 11h26

O grupo simpatizante ao terrorismo, preso desde julho pela Polícia Federal na Operação Hashtag, cogitou usar armas químicas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro, revelou nesta sexta-feira o jornal Folha de S. Paulo.

O plano do grupo de terroristas amadores era contaminar uma estação de abastecimento de água. “Ótima oportunidade para matar americanos, iranianos, shiitas, saudis etc”, disse um membro do grupo, em mensagem de texto.

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Segundo a Folha, os planos terroristas foram discutidos por e-mail e pelo aplicativo Telegram, em um grupo fechado batizado de “Jundallah” (Soldados de Deus, em português), no qual os 15 suspeitos presos entre 21 de julho e 11 de agosto faziam apologia ao Estado Islâmico.

O grupo ramificado em sete Estados começou a ser monitorado pela PF em março, após alerta do FBI.  Um informante da PF se infiltrou no grupo de discussão e teve acesso às mensagens enviadas entre maio de 2015 a 20 de julho deste ano.

Mensagens – O jornal teve acesso às mensagens enviadas por Alisson Luan de Oliveira, usuário do perfil Allison Mussa. “Já imaginaram um ataque bioquímico, contaminar as águas em uma estação de abastecimento de água? Fazer tipo um progrom (SIC) contra os kaffirs (infiéis), entraria pra história. Ou, caso for exagero demais, faríamos um ataque mais simples”, postou, no Telegram.

O termo “Pogrom” (escrito incorretamente por Alisson) significa um “ataque violento maciço a determinados grupos”. Antes da sugestão, outro membro do grupo, Mujahid Joelson Abdu-Salvador, possivelmente de Angola, teria iniciado os planos, segundo a PF.

“Não haverá nenhum presente pros kuffar [infiéis] nestas olimpíadas? A vossa oportunidade de conseguir entrar no paraíso de Allah está naquela olimpíada”, postou Abdu-Salvador. Outro integrante,  Hortêncio Hioshitake, sugeriu como alternativa um atentado semelhante ao da maratona de Boston, em 2013, que deixou três mortos e 264 feridos.  O grupo ainda discute formas de produzir bombas caseiras e de escapar da vigilância da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e pela PF.

A PF tem até 9 de setembro para apresentar à Justiça Federal as análises do material apreendido nas mensagens de Telegram, Facebook e e-mail. Os 12 primeiros detidos tiveram prisão temporária renovada até o próximo dia 18 pelo juiz do caso, Marcos Josegrei da Silva. O prazo dos outros três presos termina no dia 9, mas pode ser prorrogado por um mês.

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