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Grupo de Marina Silva se reúne com PPS em Brasília

Encontro deve decidir se a ex-senadora será candidata pelo partido em 2014

Por Da Redação 5 out 2013, 03h44

O grupo político de Marina Silva vai se reunir na manhã deste sábado com dirigentes do PPS, em Brasília, para decidir se ela será candidata à Presidência pelo partido em 2014, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. A presença da ex-senadora na reunião, no entanto, ainda é incerta. O encontro acontece um dia depois de Marina adiar a decisão sobre o seu futuro político, após a Justiça ter rejeitado o registro da Rede Sustentabilidade. “Ainda estou em processo de decisão. Vamos continuar conversando”, disse ela na sexta-feira. O prazo para filiação de quem pretende disputar a próxima eleição termina neste sábado.

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De acordo com a publicação, o grupo da ex-senadora quer que Marina ocupe a vice-presidência nacional do PPS e tenha autonomia total para conduzir a própria campanha. Apesar da hesitação de Marina em se filiar a um partido que não carrega as bandeiras idealizadas pela Rede, ela estaria sendo pressionada por empresários que financiam o seu projeto político a não desistir de uma candidatura para 2014. Parte dos aliados da ex-senadora, no entanto, são contra a candidatura e acreditam que a imagem de Marina pode ser abalada se ela se filiar a outro partido.

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O PPS é uma das diversas siglas que se ofereceram para abrigar Marina na disputa presidencial após o projeto da Rede ter naufragado. Na quinta-feira, o presidente nacional do partido, o deputado federal Roberto Freire (SP), reforçou o convite para que a ex-senadora seja a candidata da legenda nas eleições. Recentemente, Marina elogiou o PPS em entrevista ao Estado de S. Paulo.

Reinaldo Azevedo:

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Revés – O registro da Rede foi negado na noite desta quinta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entendimento de seis dos sete ministros da corte – apenas Gilmar Mendes divergiu -, a legenda não cumpriu o requisito exigido em lei para a fundação de uma nova agremiação, que é a coleta de 492.000 assinaturas certificadas. Sob o argumento de que houve irregularidades no processo de validação dos apoiamentos nos cartórios eleitorais, a Rede queria que a Justiça concedesse o registro ao partido mesmo faltando cerca de 50.000 assinaturas necessárias.

Antes mesmo do julgamento, Marina Silva recebeu propostas de diversos partidos que estão de olho na massa de eleitores que ela carrega. Nas últimas eleições, a ex-ministra do Meio Ambiente recebeu quase 20 milhões de votos, o referente a 19,3% dos votos válidos. Marina atualmente destaca-se como a mais bem colocada adversária na disputa eleitoral com a presidente Dilma Rousseff. Por isso, sua presença na corrida presidencial é considerada crucial pela oposição para forçar a disputa de um segundo turno.

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