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Greves: Polícia Rodoviária Federal anuncia paralisação

No total, 24 sindicatos ligados à categoria ficarão paralisados nesta semana

Por Tai Nalon - 20 ago 2012, 16h40

Os policiais rodoviários federais iniciaram nesta segunda-feira paralisação de pelo menos cinco dias para pressionar o governo por reajuste salarial, mudanças em plano de carreira, entre outros benefícios. A greve terá adesão progressiva ao longo da semana, segundo a FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais).

De acordo com a entidade, 24 sindicatos estaduais ficarão paralisados até um dia depois de reunião com o Ministério do Planejamento, marcada para quinta-feira. O governo tem oferecido aos grevistas um teto de 15,8% de aumento salarial escalonado em três anos, mas a categoria, além de reajuste, tem como pauta principal uma reforma no plano de carreira.

“Se o governo, na próxima quinta-feira, nos oferecer os mesmos 15,8% que já ofereceu, vamos permanecer paralisados”, disse Fabiano Viana, diretor de comunicação da FenaPRF.

Até o momento, apenas policiais de três estados cruzaram os braços: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os demais sindicatos aguardam trâmites burocráticos para iniciar a greve. A ideia é que até o dia 23 todas as entidades estejam paralisadas.

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Emergência – Segundo o comando de greve, agentes da polícia rodoviária atenderão somente a casos de emergência, como acidentes com vítimas, obstrução de vias e crimes com flagrantes. Fiscalizações de fronteira, controle de tráfego e outras atribuições da função serão temporariamente suspensas.

Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu as operações-padrão da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. O ministro Napoleão Nunes Maia Filho determinou uma multa diária de 200.000 reais às entidades sindicais das categorias que desrespeitarem a decisão.

Segundo informações do STJ, o ministro manifestou em sua decisão que as operações padrão são uma tática que provoca perturbações no desempenho das atividades administrativas. Mesmo considerando legítimas as reivindicações da categoria, Maia Filho ressaltou que a condição de servidor público “agrega responsabilidades adicionais”.

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