Greve paralisa três linhas de trens e provoca 700 km de congestionamento em São Paulo
Governo aciona Justiça contra sindicato para manter 80% dos servidores trabalhando em horários de pico, sob ameaça de multa diária de R$ 400 mil
Trabalhadores de três linhas de trem em São Paulo amanheceram em greve nesta terça-feira, 4, causando a interrupção do transporte em vários pontos da região metropolitana e forte impacto sobre o trânsito na capital. A paralisação atinge as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, todas operadas pela estatal CPTM.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade de São Paulo registra ao menos 709 quilômetros de lentidão na manhã de hoje, sendo as maiores concentrações nas Zonas Sul (216 km) e Leste (179 km). A média diária para os horários de pico é de 310 quilômetros, segundo monitoramento da CET nos primeiros três meses do ano.
Diante do caos no trânsito na manhã de hoje, a Prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio de carros em toda a capital. Junto ao Governo estadual, foi acionado um plano de contingência para mobilizar até 128 ônibus para atender à população nas estações onde a circulação de trens está paralisada.
As três linhas afetadas pela greve atendem majoritariamente à Zona Leste da capital paulista e a municípios da região metropolitana, além do Expresso Aeroporto, que liga a estação da Barra Funda ao Aeroporto de Guarulhos. Ao todo, as ligações superam 130 quilômetros de trilhos e transportam, em média, 850. 000 passageiros por dia.
Governo Tarcísio aciona a Justiça para obrigar desmobilização da greve
A greve dos ferroviários foi anunciada na noite de segunda-feira, 3, sob protestos contra a privatização da concessão das três linhas e reivindicações por melhores salários e condições de trabalho.
Ainda na noite de ontem, a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), por meio da CPTM, acionou a Justiça do Trabalho contra o sindicato. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-2) atendeu ao Executivo estadual e, por meio de liminar, determinou que 60% dos servidores das três linhas estejam em operação ao longo do dia e 80% nos horários de pico, sob risco de multa diária de 400. 000 reais sobre a entidade sindical.
Na manhã desta terça-feira, a CPTM informou que o efetivo mínimo determinado pela Justiça não está sendo cumprido pelos servidores. Segundo o Governo paulista, o plano de contingência foi acionado às 4h de hoje e, além dos ônibus que circulam entre as estações paralisadas, inclui também a ampliação da frota e dos horários de funcionamento em quatro linhas do metrô.







