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Greve para metrô em Porto Alegre

Segundo sindicato que representa os trabalhadores, paralisação é, a princípio, por 24 horas. Cerca de 180 mil pessoas devem ser prejudicadas

Por Da Redação 21 Maio 2012, 10h13

A região metropolitana de Porto Alegre amanheceu com o sistema de metrô “100% parado”, de acordo com Clóvis Pinheiros, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Metroviário e Conexas do RS (Sindimetro-RS). Cerca de 180 000 pessoas devem ser prejudicadas com a greve.

De acordo com o sindicato, a paralisação total de todo o setor de operação dos trens é, a princípio, por 24 horas. Entre outras demandas, o sindicato dos metroviários pede reajuste salarial de 21,5%.

Segundo Pinheiros, a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S/A (Trensurb), que administra o transporte sobre trilhos na capital gaúcha, até hoje não tinha negociado. Ele espera que, agora, o diálogo seja retomado.

Greve em cinco capitais continua – Continua nesta segunda-feira a greve do transporte público nas cinco capitais brasileiras gerenciadas pela Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU). De acordo com a Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), faz uma semana que os metroviários e ferroviários reivindicam aumento.

Os metroviários de Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal decidiram pela greve no último dia 14 de maio. Os sindicatos dos metroviários de cada capital afirmam que estão abertos a negociações com a CBTU para que a greve termine, mas, segundo eles, durante sete dias a empresa não cedeu às reivindicações da categoria.

Segundo o presidente da Fenametro, Paulo Roberto Pasin, na última sexta-feira, o presidente da CBTU convocou uma reunião com todos os sindicatos dos Estados envolvidos na paralisação, mas não compareceu. De acordo com Pasin, representantes da empresa colocaram em pauta o retorno dos trabalhos, ainda sem o reajuste salarial, para que, a CBTU pudesse argumentar com o Governo Federal algum índice para o aumento.

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“Essa atitude de sequer aparecer na reunião demonstra que ele não se preocupa em resolver o problema. Diante disso, todas as assembleias decidiram manter a greve”, diz o presidente da Fenametro.

De acordo com dados da Fenametro, a paralisação em Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal afeta cerca de 500 000 pessoas, impacto que é reduzido com a operação dos trens nos horários de pico, ou seja, mesmo durante a greve, o transporte público opera em determinados horários.

São Paulo – Os metroviários da capital paulista afirmam que a greve da categoria acontecerá na próxima quarta-feira. Segundo a Fenametro, o Metrô-SP apresentou a proposta de reajuste salarial de 4,15% – aplicável ao vale refeição e cesta básica -, aumento real de 0,5% e participação nos resultados a partir de fevereiro de 2013. A categoria exige reajuste salarial de 5,13% e aumento real de 14,99%.

Ônibus – A capital do Maranhão, São Luis, segue com 100% da frota rodoviária paralisada nesta segunda-feira. Segundo nota divulgada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Estado, a greve é um descumprimento da lei. Na última quinta, o TRT ofereceu reajuste salarial de 7% e determinou a suspensão da greve, iniciada na terça-feira, 15.

A multa diária em caso de descumprimento é de 40 000 reais ao Sindicato dos Trabalhadores, além da configuração do crime de desobediência à ordem judicial. O índice de reajuste oferecido pelo governo representa menos da metade da porcentagem solicitada pelos rodoviários, que foi de 16%.

(Com Agência Estado)

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