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Greve de ônibus em Porto Alegre dá trégua e coletivos voltam às ruas

Cerca de 1.330 ônibus voltaram às ruas nesta terça-feira; rodoviários rejeitaram proposta, mas decidiram voltar ao trabalho em operação padrão

Por Da Redação 11 fev 2014, 10h58

Após quinze dias de greve, ônibus voltaram a circular na manhã desta terça-feira em Porto Alegre. A paralização afetou mais de 1 milhão de usuários do transporte público e o prejuízo diário foi de 2 milhões de reais. Segundo a prefeitura de Porto Alegre, 1.330 veículos voltam às ruas nesta-terça feira e van escolares, que realizaram o serviço durante a paralização, deixam de funcionar para o transporte de passageiros.

Outros setores também foram afetados: segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o comércio teve um prejuízo de 110 milhões de reais, com queda de cerca de 50% dos clientes das lojas de rua e de 30% dos compradores de shoppings. Eles não conseguiram chegar aos locais de compra sem o transporte público. Como consequência da greve, o Hemocentro do Rio Grande do Sul contabiliza redução de 35% de doações em relação ao ano passado. A instituição é responsável pelo abastecimento de 52 hospitais da Região Metropolitana e do Litoral Norte.

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Sem acordo – Os rodoviários decidiram voltar ao trabalho em operação padrão, mas mantendo o estado de greve. Na prática, os dias parados deixam de ser descontados. Em assembleia, a categoria rejeitou na noite desta segunda-feira a proposta dos empresários – reajuste de 7,5% dos salários e fim do banco de horas – definida em audiência realizada na manhã do mesmo dia no Tribunal Regional do Trabalho. Os rodoviários vão aguardar o julgamento do dissídio pela Justiça do Trabalho, marcado para dia 17 de fevereiro, e só então decidirão se retomam a paralisação.

A Secretaria Municipal de educação anunciou a volta às aulas de escolas da Rede Municipal de Ensino para o dia 26 de fevereiro. Cerca de 44.000 alunos matriculados no Ensino Fundamental, Ensino Médio, Básico e Educação Especial, em um total de 55 escolas, ficaram sem aulas nos últimos dias por falta de transporte.

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