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Greve de ônibus chega ao 5º dia e provoca caos em Porto Alegre

21 ônibus foram atacados e depredados na Zona Leste da cidade; Força Nacional de Segurança pode ser acionada

Por Da Redação 31 jan 2014, 15h09

A cidade de Porto Alegre (RS) enfrenta uma crise no sistema de transporte público após o quinto dia de greve dos rodoviários nesta sexta-feira. Um acordo firmado por dirigentes do Sindicato dos Rodoviários e representantes das empresas operadoras, prevendo que metade da frota circularia nesta sexta, foi descumprido. Parte da categoria alega não ter sido consultada e impediu a frota de ônibus de sair das garagens durante a madrugada.

O sindicato reivindica aumento de 14% nos salários de motoristas e cobradores de ônibus e, além da questão trabalhista, reclama da falta de segurança para circular em algumas áreas da cidade. Nesta quinta-feira, 21 ônibus foram atacados e depredados na Zona Leste em Porto Alegre.

Diante do impasse, o prefeito José Fortunati (PDT) pediu ao governo gaúcho o reforço da Brigada Militar nas garagens para liberar a passagem dos veículos conduzidos por trabalhadores que não aderirem à greve. “Se isso não for atendido, vou entrar com uma ação judicial para obter essa garantia. Se não adiantar, vou apelar para que o governo federal mande a Força Nacional para dar garantias de mobilidade à população de Porto Alegre”, escreveu Fortunati no Twitter.

O prefeito também pediu que os sindicatos se reúnam nesta sexta “para buscar um acordo trabalhista que envolva as duas partes em conflito”. Segundo Fortunati, “quem está pagando o preço da paralisação é o cidadão de menor poder aquisitivo, que não consegue se deslocar”.

Cerca de um milhão de passageiros são afetados diariamente pela paralisação. Segundo a EPTC, empresa responsável pela operação do trânsito na cidade, o prejuízo diário com a greve chega a dois milhões de reais.

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(Com Estadão Conteúdo)

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