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Greve de garis deixa montanhas de lixo no ABC

Moradores reclamam de mau cheiro, ratos e da obstrução de calçadas e vias

Por Talyta Vespa 31 mar 2015, 16h26

A greve dos garis, que atinge 130 cidades do Estado de São Paulo, chegou ao nono dia nesta terça-feira e causa transtornos principalmente nos municípios do ABC paulista. O acúmulo de sacos de lixo nas ruas das cidades causam mau cheiro, atraem ratos e dificulta a passagem de pedestres.

Nesta terça-feira, representantes da Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes no Estado de São Paulo (Femaco) e do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de SP (Selur) participarão de uma audiência para discutir o cumprimento de uma liminar, segundo a qual 70% do lixo produzido diariamente deve ser recolhido durante a greve.

Na última semana, em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o sindicato patronal disse que os trabalhadores descumpriram a liminar, o que a Femaco nega. A multa estipulada para o descumprimento é de 100.000 reais por dia.

Os garis reivindicam reajuste de 11,73%, mas o Selur oferece um aumento de 7,68%. De acordo com a Femaco, entre as cidades em situação crítica estão as da região do ABC (exceto Rio Grande da Serra e São Bernardo do Campo), Piracicaba, Taboão da Serra, Araçatuba e Itanhaém.

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Segundo a prefeitura de Diadema, foi selecionada uma força-tarefa para coletar parte do lixo acumulado na cidade. Comerciantes também se queixam de queda nas vendas por causa de lixo e entulho nas calçadas. De acordo com a prefeitura, os garis só passaram a recolher o lixo hospitalar na última sexta-feira.

Em Santo André, a prefeitura reuniu uma comitiva de funcionários da administração municipal para coletar o lixo acumulado no último fim de semana.

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