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Grande Salvador tem fim de semana mais violento do ano

Polícia registra 21 assassinatos entre sábado e domingo. Líder dos PMs grevistas, vereador Marco Prisco é transferido para cela individual em Brasília

Por Felipe Frazão 21 abr 2014, 13h17

Mesmo após o fim da greve da Polícia Militar e ainda com patrulhamento do Exército e da Força Nacional nas ruas, o fim de semana de Páscoa foi o mais violento do ano na Região Metropolitana de Salvador (BA). Entre sábado e domingo, 21 pessoas foram assassinadas e outras oito foram vítimas de tentativa de homicídio, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado.

Até então, o índice mais alto registrado pelo Centro de Documentação e Estatística Policial da Bahia havia sido o do fim de semana de 22 e 23 de fevereiro, anterior ao do Carnaval: vinte assassinatos e dez tentativas de homicídio.

O governo do Estado deve anunciar nesta segunda-feira se mantém o pedido de permanência das tropas federais na Grande Salvador. As Forças Armadas ficarão até maio na região sul do Estado. Os moradores da capital baiana viveram momentos de caos, com roubos em série e saques a lojas durante os dois dias de greve dos policiais militares.

A greve da PM baiana começou na terça-feira, dia 15. As associações de policiais militares e bombeiros fecharam acordo com o Comando da PM e o governo Jaques Wagner (PT) para encerrar a greve na quinta-feira – a Justiça também havia determinado o fim imediato do movimento. No período, 68 pessoas foram assassinadas na Grande Salvador, de acordo com estatísticas da SSP.

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Papuda – Na sexta-feira, porém, policiais militares ameaçaram retomar a paralisação e chegaram a ficar aquartelados em alguns batalhões, depois que a Polícia Federal prendeu o vereador tucano Marco Prisco, líder dos grevistas e diretor-geral da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia). Ele foi transferido no mesmo dia para o Complexo da Papuda, em Brasília, onde ficou sob custódia da PF por determinação da Justiça.

Neste domingo, a direção do presídio transferiu Prisco para uma cela individual, após advogados da entidade dizerem que ele estava “desesperado” e “sob risco iminente de morte” por dividir cela com dezesseis detentos perigosos. A defesa do tucano apresentou um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O parlamentar, eleito pelo PSDB em Salvador após liderar a greve de 2012, foi detido por ordem da 17ª Vara Federal, a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Desde 2013, Prisco é réu em ação penal por crime político, atentado contra a Segurança Nacional e formação de quadrilha armada, crimes supostamente cometidos durante a greve de 2012.

(Com Estadão Conteúdo)

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