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Brasil

Governo venderá arroz. E exportação segue normal

Com o intuito de conter a alta nos preços do arroz – que nos últimos dez dias subiu 30% no mercado interno – o governo anunciou nesta quinta-feira que vai vender parte dos estoques do produto mantidos por ele. Em uma reunião entre autoridades do setor de agricultura e produtores de arroz realizada em Brasília, ficou acertado um aumento no número de leilões do arroz administrado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A partir do dia 5 de maio, os leilões do grão que ocorrem normalmente uma vez por mês passarão a ser feitos semanalmente. Com isso, além de aumentar a oferta do produto no mercado brasileiro, forçando a queda do preço, o governo evita também – pelo menos por enquanto – de colocar barreiras à exportação do arroz nacional.

Esta possibilidade ficou próxima de se tornar real na quarta-feira, quando o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, anunciou a suspensão das vendas de arroz do Brasil ao mercado externo. Os produtores chiaram. Nesta quinta, Stephanes voltou atrás. “Nós vamos deixar o mercado fluir, desde que não haja risco de desabastecimento”, afirmou, segundo a Agência Brasil, órgão oficial de notícias do Planalto.

De acordo com o ministro, o país tem condições de exportar de 1 milhão a 1,5 milhão de toneladas de arroz por safra. Atualmente, o estoque do governo tem 1,6 milhão de toneladas, e o das empresas privadas, mais de 1,8 milhão. Em média, o Brasil exporta por ano 800.000 toneladas do grão. “Nossa preocupação é que não passemos deste limite”, disse Stephanes.

Crise global – Os crescentes preços globais dos alimentos têm sido impulsionados por secas em algumas áreas importantes, além da competição com biocombustíveis, altos preços do petróleo e demanda maior por comida na Ásia. Em apenas dois meses, os preços globais do arroz subiram 0,75%, atingindo altas históricas.

Por receio de desabastecimento, dois grandes varejistas dos Estados Unidos começaram a racionar a venda de arroz aos consumidores. Os hipermercados Costco e Sam’s Club (filial do gigante Wal-Mart), estão limitando as compras de seus clientes. As redes garantem ter estoque suficiente do grão, mas alegam que a alta demanda ameaça o abastecimento. Segundo a agência France-Presse, os varejistas temem que os consumidores mais alarmados com a inflação do arroz comecem a fazer estoques, acabando com o produto.

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