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Governo vai pedir mandados de busca e apreensão coletivos no RJ

Segundo o ministro da Defesa, medida foi sugerida pelo comandante do Exército. Mandados permitiriam buscas em todas as casas de uma rua ou bairro

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa no Palácio da Alvorada, que vai pedir à Justiça Estadual do Rio de Janeiro que a intervenção federal na segurança pública fluminense tenha à disposição, como possível medida extra às operações, um “mandado coletivo de busca, apreensão e captura”. Segundo o ministro, a sugestão partiu do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas.

As declarações foram dadas após a reunião do presidente Michel Temer (MDB) com os conselhos da República e de Defesa Nacional, que aprovaram a intervenção no Rio.

“Em lugar de você dizer rua tal, número tal, você vai dizer, digamos, uma rua inteira, uma área ou um bairro. Naquele lugar inteiro é possível que tenha um mandado de busca e apreensão. Em lugar de uma casa, pode ser uma comunidade, um bairro ou uma rua”, explicou Jungmann. Ele disse que o mandado coletivo já foi empregado anteriormente no Rio de Janeiro. “Obviamente, nós estamos peticionando que volte a ser utilizado em alguns lugares”, declarou.

Pessoalmente favorável à medida, o ministro da Defesa argumentou, no entanto, que “não há carta branca”, porque militares não estarão exercendo papel de polícia. Ele ainda afirmou que, caso o interventor, o general Walter Braga Netto, entenda que há necessidade da utilização das Forças Armadas, isso passará pelo crivo do Ministério da Defesa e das instituições militares.

Raul Jungmann declarou ainda que será necessário tempo para diagnosticar e colocar em prática as ações no Rio. Ele salientou, contudo, que legalmente e juridicamente a intervenção já está em vigor.

Na saída da reunião dos conselhos no Alvorada, Jungmann rebateu as críticas dos líderes da minoria, o senador Humberto Costa e o deputado José Guimarães, ambos do PT, que se abstiveram na votação sobre a intervenção e criticaram o governo por supostamente não expor dados concretos que mostrassem a real necessidade da medida.

O ministro disse que o governo expôs a situação dos Correios no Rio, que muitas vezes precisa de escolta armada para fazer entregas, e das igrejas e templos que são obrigados a realizar missas e cultos à tarde, “pois à noite o risco é alto”. “Mais de 800 comunidades vivem num regime de exceção” afirmou Jungmann, destacando que são cariocas “sob a tirania do crime organizado”.

Raul Jungmann também justificou a escolha de um militar para ser o interventor (que hoje é administrativamente o responsável pela segurança no Rio) lembrando que, inicialmente, era considerada uma intervenção mais ampla, incluindo as finanças do estado. “Se tivéssemos essa atitude, provavelmente isso recairia sobre um civil. Na medida em que ela [a intervenção] ficou exclusivamente para a segurança, em que você já tem uma grande coordenação e participação com polícias e segurança, ela recaiu sobre um militar”, declarou.

Comentários

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  1. Social Democrata Nem Direita Nem Esquerda

    Apoiado! Intervenção Geral no Rio é o que falta. Derrubem a Assembléia e o Pezão, já!

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  2. Jorge Luís dos Santos

    O ESTADO APODRECE E OS SEM-VERGONHAS RESPONSÁVEIS PELO SEU DESCALABRO NÃO SAEM DE CIMA! VERGONHA MUNDIAL É O GOVERNO DO BRASIL ELEITO PELO SEU POVO NA MAIORIA ALIENADO E IRRESPONSÁVEL!!!

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  3. Social Democrata Nem Direita Nem Esquerda

    Época da ditadura ….
    Na época da ‘chamada’ ditadura…
    Podíamos namorar dentro do carro até a meia- noite sem perigo de sermos mortos por bandidos e traficantes.
    Mas , não podíamos falar mal do presidente.
    Podíamos ter o INPS como único plano de saúde sem morrer a míngua nos
    corredores dos hospitais.
    Mas , não podíamos falar mal do presidente.
    Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem,quem era bandido e quem era terrorista,
    Mas , não podíamos falar mal do Presidente.
    Podíamos paquerar a funcionária, a menina das contas a pagar ou a
    recepcionista sem correr o risco de sermos processados por “assédio
    sexual”,
    Mas , não podíamos falar mal do Presidente.
    Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei!
    negão!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!) e não éramos processados por “discriminação” por isso,
    Mas , não podíamos falar mal do presidente.
    Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e dirigir o carro para casa, sem o risco de sermos jogados à vala da delinquência, sendo preso por estar “alcoolizado”,
    Mas , não podíamos falar mal do Presidente.
    Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas, sem que isso constituísse crime ambiental,
    Mas , não podíamos falar mal do presidente.
    Podíamos ir a qualquer bar ou boate, em qualquer bairro da cidade, de carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados,
    Mas , não podíamos falar mal do presidente.
    Hoje a única coisa que podemos fazer…
    … é falar mal do presidente !
    INTERVENÇÃO MILITAR JÁ!

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  4. Rio de Janeiro é uma vadia, todos tiram uma casquinha.

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  5. Alberto de Araujo

    Os petistas só tem olhar para o partido deles. Se lixa para a população do Rio de Janeiro. Como oposição tem como princípio a máxima, quanto pior para o país, melhor para eles voltarem ao poder. Nada será suficiente para convencê-los. Por convicção são do contra.Gente atrasada. Um freio de mão no desenvolvimento do país.

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  6. news da hora

    O mandado coletivo deverá ser pedido com toda a responsabilidade , até porque o interventor saberá em que terreno ele estará pisando .

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  7. news da hora

    Pisando em áreas aonde está as facções criminosas , e que precisaram ser combatidas .

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  8. news da hora

    Agora claro que vigaristas ligados a OAB , Petralhas , Artistralhas , inclusive muitos com ligações diretas ou indiretas com as drogas , serão contra .

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  9. news da hora

    Inadmissível a justiça soltar as vésperas do julgamento o numero 1 do Marcola . E diversos lideres do crime organizado que foram soltos no Rio pela porta da frente .

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