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Governo vai ‘mostrar trabalho’ para reagir à crise política

Temer reuniu-se com ministros para tentar elaborar estratégia após vazamento de delação da Odebrecht e queda de popularidade

Por Da redação - 11 dez 2016, 22h39

Na reunião de emergência entre o presidente Michel Temer e ministros de sua equipe, o governo definiu que “mostrar trabalho” será a estratégia para reagir à crise política. Esse movimento inclui uma “demonstração de força” com a votação do Orçamento e da chamada PEC do Teto dos Gastos. Esta é a última semana de atividade do Legislativo em 2016.

Temer reuniu-se no Palácio do Jaburu com ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e com Moreira Franco. Os três foram citados nos depoimentos do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho. VEJA teve acesso à íntegra dos anexos de Melo Filho.

No Jaburu, Temer reuniu-se também com o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), nome que segue como um dos mais cotados para comandar a Secretaria de Governo, em substituição a Geddel Vieira Lima. Antes de bater o martelo, o presidente vai acertar nos próximos dias os últimos detalhes com o presidente do PSDB, Aécio Neves, e com parlamentares do chamado ‘Centrão’. Imbassahy chegou a ser dado como certo no cargo, mas a decisão foi suspensa por causa conta de pressão de parlamentares do Centrão (PSD, PP, PR, PTB entrou outros).

À noite, Temer participou de jantar na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. O deputado ofereceu um jantar ao presidente e a parlamentares da base aliada para conversar sobre a agenda do Congresso nesta semana.

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Temer ficou pouco mais de uma hora no local. Moreira Franco também participou do jantar na casa de Maia, que é genro de Moreira. o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), também esteve.

(Com Estadão Conteúdo)

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