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Governo vai apurar participação de assessor de ministro em reunião anti-Yoani

Por Laryssa Borges 16 fev 2013, 19h54

Após a revelação, feita por VEJA, de que a Embaixada de Cuba no Brasil recrutou militantes do PT e do PC do B e filiados à CUT para monitorar a passagem da blogueira cubana Yoani Sánchez pelo Brasil, o governo brasileiro informou neste sábado que vai investigar a participação do coordenador-geral de Novas Mídias da Secretaria-geral da Presidência, Ricardo Poppi Martins, no encontro.

Conforme informou VEJA, durante uma reunião orquestrada pelo conselheiro político da embaixada de Cuba em Brasília, Rafael Hidalgo, o embaixador cubano Carlos Zamora Rodríguez apresentou no dia 6 de fevereiro a Poppi Martins, assessor do ministro Gilberto Carvalho, e aos militantes partidários um projeto de desqualificação da blogueira Yoani Sanchez. A proposta incluía um dossiê com informações distorcidas sobre o que seria uma vida de luxo da ativista. Para o governo de Raúl Castro, fotos comprovariam que Sanchez teria se rendido ao dinheiro porque bebe cerveja, come banana e vai à praia.

Em nota, a Secretaria-Geral, coordenada pelo ministro Gilberto Carvalho, informou neste sábado que “não tratou, nem autorizou nenhum servidor a tratar, da visita da cubana Yoani Sánchez ao Brasil”. O ministério disse ainda que, assim que Poppi Martins retornar ao Brasil – ele está em viagem justamente a Cuba – sua conduta será apurada.

“A suposta participação do servidor Ricardo Augusto Poppi Martins será devidamente apurada quando de seu retorno ao Brasil”, disse a nota do governo.

Neste sábado, os partidos oposicionistas PPS, PSDB e DEM já haviam anunciado que, a partir das revelações trazidas por VEJA, vão apresentar requerimentos de convocação dos ministros de Relações Exteriores, Antonio Patriota, e da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para que os dois expliquem a participação do corpo diplomático, de dirigentes partidários e de funcionários do governo na distribuição do dossiê contra a blogueira cubana Yoani Sánchez. Também será protocolado pedido de informações para que o embaixador Carlos Zamora Rodríguez esclareça a perseguição à ativista cubana.

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