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Governo quer revisar processo para liberar barragens, diz Heleno

'Parece que alguma coisa está falhando no licenciamento', diz ministro do Gabinete de Segurança Institucional, em referência ao rompimento da barragem

O governo do presidente Jair Bolsonaro pretende fazer uma revisão da forma como é concedido o licenciamento ambiental de barragens de mineradoras. A afirmação foi dada pelo general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), depois de reunião do comitê de crise montado pelo governo para tratar do rompimento da barragem Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (Minas Gerais), na última sexta-feira.

“Há a intenção de mudar esse protocolo de licenciamento de barragem”, disse Heleno. “Eu não sou um especialista em meio ambiente, mas é óbvio que os ministérios que são especializados no assunto vão atuar para que esse protocolo seja revisto. Parece que alguma coisa está falhando nesse licenciamento”, afirmou.

O general afirmou ainda que a União pretende fazer com urgência uma nova vistoria das barragens que são classificadas como sendo aquelas de maior risco.

“A quantidade de barragens que existe não pode (fazer o governo) garantir que isso será feito imediatamente. Mas existe uma qualificação de risco e, a partir disso, podemos fazer um escalonamento dessa vistoria”, afirmou

Heleno afirmou ainda que a ajuda oferecida pelo governo de Israel ao Brasil se dará por meio de equipamentos que permitirão a identificação e o resgate de vítimas.

“Há oferecimento que será muito útil do governo de Israel”, disse. Segundo ele, o avião de Israel traz toneladas de equipamentos de alta tecnologia para identificar vítimas e possivelmente resgatá-las.

“Parece que já está aqui o avião com equipamentos tecnologicamente capazes de identificar a presença de corpos utilizando meios eletrônicos”, comentou Heleno.

Mais cedo, no entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, usou sua conta no Twitter para comentar a conversa que teve com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, uma missão seria enviada ao Brasil em 24 horas. Outra informação é que uma reunião deve ser feita com o governo brasileiro para acertar os detalhes do processo, o que inclui a data que em esse avião deve chegar ao território brasileiro.

Heleno disse que ainda que o número de pessoas desabrigadas é reduzido e que, portanto, a prioridade é encontrar as vítimas.

(Com Estadão Conteúdo)