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Governo israelense estuda retaliações à entrada de Palestina na Unesco

Por Da Redação 1 nov 2011, 07h48

Jerusalém, 1 nov (EFE).- Os oito principais ministros do governo israelense se reunirão nesta terça-feira para estudar possíveis respostas ao ingresso da Palestina na Unesco.

Os dirigentes analisarão várias propostas de reação ao fato, mas não é certo que o encontro termine com resoluções concretas. Segundo a imprensa local, uma das medidas adotadas poderia ser a construção de colônias judias nos territórios ocupados de Jerusalém Oriental e Cisjordânia.

A entrada da Palestina na Unesco foi aprovada após votação realizada nesta segunda-feira. Outra reação ventilada pelos meios de comunicação foi a retenção de impostos e das tarifas de importação e exportação que Israel arrecada e que repassa à Autoridade Nacional Palestina (ANP), como estipulam os Acordos de Oslo.

E ainda a retirada do passe livre de dirigentes palestinos, que agilizam a circulação nas fronteiras e postos militares da região.

‘O que se passou na Unesco não é algo sem importância e deve ser visto com seriedade. Israel pode escolher efetuar uma resposta unilateral a esta iniciativa’, assinalou uma fonte diplomática ao jornal ‘Yedioth Ahronoth’.

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Fontes ligadas ao Executivo apontavam para a construção de casas em assentamentos situados em ‘lugares que Israel não vê como problemáticos’.

O ministro de Exteriores, o ultranacionalista Avigdor Lieberman, propôs ontem no Parlamento a possibilidade de Israel cortar todos os vínculos com a ANP.

‘Minhas recomendações serão muito claras. Temos que pensar na possibilidade de cortar todos os vínculos com a Autoridade Palestina. Não podemos seguir aceitando medidas unilaterais uma atrás de outra’, disse o ministro, que participará da reunião desta tarde.

Esta manhã, o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, declarou à rádio militar israelense que o governo de Benjamin Netanyahu deveria ser o primeiro a aplaudir a votação da Unesco, já que israelenses e palestinos compartilham uma ‘terra com história e cultura comum’.

Agora, os palestinos se prepararam para apresentar um pedido de ingresso na Organização Mundial da Saúde (OMS). EFE

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