Clique e assine com até 92% de desconto

Governo diz que liminar não muda ação na Cracolândia

A Secretaria Estadual de Justiça e o comando da Polícia Militar dizem que a PM continuará agindo com rigor no combate ao tráfico de drogas

Por Tatiana Santiago 1 ago 2012, 12h07

A secretária estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, Eloisa de Souza Arruda, disse nesta terça-feira que, apesar da liminar concedida pela Justiça ao Ministério Público Estadual que estabelece algumas regras para a atuação da Polícia Militar na região da Cracolândia, no centro de São Paulo, nada vai mudar. “Se forem necessárias abordagens policiais diante de atitudes suspeitas, a polícia não tem como se furtar dessa atitude”, argumentou. “Então não muda a atitude da Polícia Militar”.

Segundo o governo do estado, a Polícia Militar vai continuar atuando com vigor no combate ao tráfico e consumo de drogas não apenas na região da Cracolândia, mas em todo o estado de São Paulo. “Não há nenhum impedimento para isso”, informou o governo , em nota.

Ainda de acordo com a Secretaria Estadual de Justiça, os agentes de saúde e de assistência social do estado e do município, continuam oferecendo tratamento, auxílio e orientação aos dependentes químicos e seus familiares. Segundo balanço divulgado pelo governo, desde janeiro, data do início da Operação Centro Legal, 860 dependentes químicos foram internados, 96.283 pessoas atendidas, 542 traficantes presos em flagrante e 135 foragidos da justiça recapturados.

Decisão – Nesta terça-feira, a Justiça de São Paulo concedeu uma liminar a pedido do Ministério Público que impede a Polícia Militar de expor os dependentes químicos à situação “vexatória, degradante ou desrespeitosa” na Cracolândia, região central de São Paulo. A ação condena ainda o governo do estado a pagar uma indenização de 40 milhões de reais para “as pessoas submetidas à operação policial realizada nas ruas dos bairros da Luz, Campos Elíseos e Santa Efigênia” e a “população total da cidade de São Paulo” por danos morais individuais homogêneos e coletivos.

Leia no blog de Reinaldo Azevedo:

A ação da Prefeitura e do governo do Estado para devolver à cidade de São Paulo uma área que tinha sido privatizada pelos traficantes e pelos consumidores de crack – a chamada Cracolândia – gerou uma forte reação contrária de sedizentes defensores dos direitos humanos, de grupo favoráveis à legalização das drogas, de políticos petistas, do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública. Sim, até o governo federal, que não combate uma Cracolândia existente na Esplanada dos Ministérios (viu, Dilma!?), resolveu se meter.

Durante anos, esses grupos não só se quedaram inermes diante do descalabro de uma área do centro da cidade que havia sido sequestrada pelo crime como impediram qualquer ação do Poder Público. Até que Prefeitura e governo do Estado resolveram romper com a inércia e atuar, o que contou com ampla aprovação dos moradores de São Paulo, especialmente das áreas degradadas pelo crime. A dita Cracolândia deixou, então, de ser ocupada pelo crime e foi ocupada pela lei. A Polícia passou a cumprir seus deveres legais e constitucionais, e a Prefeitura instalou na região aquele que é nada menos do que o maior centro dedicado ao tratamento de viciados em crack do país: o Complexo Prates. DESDE O INÍCIO DA OPERAÇÃO, JÁ FORAM PRESOS 489 TRAFICANTES, E 778 PESSOAS FORAM ENCAMINHADAS PARA INTERNAÇÃO. Cadê o programa do governo federal, anunciando por Dilma durante a campanha eleitoral?

Continua após a publicidade
Publicidade