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Governo da Tailândia tenta acalmar ânimo de desabrigados pelas inundações

Por Da Redação 1 nov 2011, 09h56

Bangcoc, 1 nov (EFE).- As autoridades da Tailândia garantiram nesta terça-feira que se aproxima o fim da batalha contra as inundações em uma tentativa de acalmar a população das áreas afetadas onde o clima é de frustração e por isso respondem aos esforços do Governo com desobediência civil.

O desastre causado pela inundação de grandes extensões do planalto central alcançou os subúrbios do norte e oeste de Bangcoc, região em que aumenta a irritação entre os habitantes, que se dizem convencidos de que as autoridades sacrificaram seus bairros para salvar o centro da capital das enchentes.

Em vários casos, grupos descontentes pelo constante aumento do nível de água desafiaram as forças de segurança e destruíram parte dos diques de proteção erguidos para evitar que a água alague o coração financeiro e comercial da metrópole, onde a situação é quase de absoluta normalidade.

O último incidente, que começou quando a água chegou ao perímetro de Bangcoc após inundar as províncias vizinhas, ocorreu na segunda-feira no distrito de Khlong Sam Wa, onde milhares de moradores, alguns carregando picos e pás, destruíram um dos diques. Por causa desse episódio, os diques agora estão sob proteção do Exército.

‘Não vamos permitir que se imponha a lei da rua’, indicou o governador de Bangcoc, Sukhumband Paribatra, destacado membro do opositor Partido Democrata e quem desaprovou algumas ações do Governo central para evitar a inundação da capital.

As autoridades advertiram que a ruptura destes diques e a abertura indefinida das comportas dos canais com as quais se tenta controlar o fluxo de água causarão a inundação do centro comercial e financeiro de Bangcoc.

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Com a tensão em alta, a primeira-ministra Yingluck Shinawatra ordenou a administração capital deixar vazar a água pelas comportas a fim de acalmar os ânimos dos milhares de moradores, que cansados de viver nos terraços de suas casas protestavam para exigir uma melhora da situação.

A chefe do Governo, com uma bagagem de experiência política que se restringe aos quase quatro meses que está no poder, declarou na segunda-feira superado o risco de que a água inunde o centro de Bangcoc, após permanecer alagado pelo menos 15 bairros periféricos.

Segundo a primeira-ministra há razões para o otimismo. Se não surgirem novos problemas nos próximos dez dias, a maior parte do enorme volume de água que chega a Bangcoc, cidade a 20 quilômetros ao norte da foz do rio Chao Phraya, terá ido para o mar do golfo da Tailândia.

As autoridades planejam drenar nesse período os 5,5 bilhões de metros cúbicos de água dos diques no perímetro da metrópole, onde vivem 12 milhões de pessoas.

Durante os três meses de persistentes inundações, 1,6 milhão de hectares foram submersos. A estimativa para a reabilitação será necessário gastar US$ 30 bilhões.

Estas inundações, consideradas as piores registradas no país asiático no meio século, causaram ao menos 384 mortos, mais de 2 milhões desabrigados e obrigado a mais de 150 mil pessoas a refugiar-se em abrigos improvisados em várias províncias do leste e oeste de Bangcoc.

O desastre começou no fim de julho com o transbordamento de rios e pântanos do norte e a região central por causa das copiosas chuvas de monções e de três tempestades tropicais seguidas. EFE

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