Governador de Minas diz que Cleitinho foi alvo de ‘humilhação pública’ pelo Republicanos
Em entrevista a VEJA, Mateus Simões (PSD) afirma que senador tem 'bom coração' e que posicionamento da legenda causa 'constrangimento' no estado
O governador de Minas Gerais Mateus Simões (PSD) criticou o vaivém em torno da possível candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ao governo do estado e afirmou que o senador foi alvo de “humilhação pública” por parte de seu partido, o Republicanos.
As declarações foram feitas ao programa Ponto de Vista, de VEJA, na manhã desta terça-feira, 4. Momentos antes, durante a convenção do partido, Cleitinho pediu que fosse lançado candidato ao governo mineiro. O anúncio pegou dirigentes da legenda de surpresa, uma vez que o senador havia declarado, em um vídeo emocionado publicado na tarde de segunda, 3, que havia desistido da disputa.
“Quero registrar sobre a questão do Cleitinho, que eu lamento muito o que o Republicanos fez com ele. O senador Cleitinho é uma pessoa de bom coração”, disse Mateus Simões ao Ponto de Vista. O governador de Minas também disse que ele e Cleitinho nunca tiveram “diferenças graves”, apesar de serem políticos “muito diferentes”.
“Eu fico muito constrangido de ver a humilhação pública que o Cleitinho foi exposto, mais de uma vez, pelo seu partido”, prosseguiu Simões. “E isso vem gerando em todos nós do mundo político um certo constrangimento. Vem gerando esses vaivéns que é ruim para o eleitor dele, especialmente, que fica nessa hora confuso sobre o que pode estar acontecendo com ele no momento difícil que é esse momento de luto pelo qual está passando”, afirmou o atual governador de Minas Gerais.
Reeleição
Ainda ao ser questionado sobre como a saída de Cleitinho da disputa ao governo mineiro afetaria a sua própria candidatura à reeleição, Mateus Simões afirmou estar “tranquilo”, citou a gestão do seu antecessor Romeu Zema (Novo) e disse que os resultados positivos serão validados pelos mineiros “nas urnas”.
“Saímos de uma situação terrível, que foi a que o Estado foi entregue para a gente lá em 2019, quando o PT saiu do governo. Contas atrasadas, salários atrasados, e vim conduzindo o governo junto com o ex-governador até aqui. Assumi há quatro meses, com muita tranquilidade, um Estado que hoje está com as contas em dia e tem os melhores índices de segurança do Sudeste, o menor desemprego do Sudeste”, declarou.
O mandatário ainda comentou a movimentação de outros partidos que tentam lançar candidaturas em oposição à sua, entre eles o PT de Lula e o PL de Jair Bolsonaro.
“O presidente Lula gastou cinco possíveis candidatos até chegar em alguém que aceitasse ser o candidato do PT em Minas Gerais. O PL não conseguiu encontrar um candidato ainda disposto a lançar, o Cleitinho também não decide se quer ser ou não quer ser candidato. E isso está tumultuando a vida também do PP e do União”, afirmou.







