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Goleiro Bruno vai enfrentar o júri em novembro

Justiça de Minas Gerais marca data do julgamento do jogador e dos outros seis acusados de participar da morte da jovem Eliza Samudio

Por Da Redação - 8 out 2012, 18h14

A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem (MG), definiu a data em que o goleiro Bruno Fernandes de Souza, réu no processo do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, vai a júri popular. O julgamento do atleta e dos outros seis acusados de envolvimento na trama de sequestro e assassinato da jovem, cujo corpo não foi encontrado, foi marcado para as 9h do dia 19 e novembro, numa segunda-feira.

A decisão da juíza foi publicada no último dia 5, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Uma semana antes, Marixa havia intimado os advogados dos réus – Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, Fernanda Gomes de Castro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Elenílson Vitor da Silva -, para apresentar a lista das testemunhas arroladas para a defesa.

Bruno e o amigo Macarrão são acusados de sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado (12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Sérgio Rosa Sales, o Camelo, primo do jogador, morto em agosto, também respondia pelos os mesmo crimes.

O ex-policial Bola responde por homicídio qualificado (12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Ex-amante de Bruno, Fernanda, será julgada por sequestro e cárcere privado, Dayanne, ex-mulher do goleiro, por sequestro e cárcere privado da criança (1 a 3 anos), crime também atribuído ao Wemerson, amigo do jogador, e Elenílson, ex-administrador do sítio do atleta.

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Apenas Bruno, Macarrão e Marcos Aparecido permanecem presos, à espera do julgamento. Ao todo, eles tiveram mais de 60 pedidos de liberdade negado durante o período de dois anos e três meses em que se encontram atrás das grades.

O advogado do Rui Pimenta Caldas, que no do mês passado teve um pedido de habeas corpus para Bruno negado pelo ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu a notícia sobre o julgamento com otimismo. “Quando mais rápido o Bruno ocupar o banco dos réus, mas rápido ele deixará a penitenciária e poderá ter sua vida de volta. Estou confiante na absolvição e certo de que ele voltará a jogar bola”, disse Pimenta.

O TJMG ainda não definiu os detalhes do júri, mas os sete réus e seus respectivos advogados já foram informados e convocados para a sessão. Ainda segundo o TJMG, não foi descartada a possibilidade de haver desmembramento do processo, conforme solicitações da defesa dos acusados.

Os advogados dos réus tiveram um prazo de cinco dias para solicitação de novas diligências e ele terminou na última segunda-feira. A Marixa intimou os advogados que representam Fernanda, Macarrão e Bola para se adequar ao artigo 422 do Código de Processo Penal, pois arrolaram mais de cinco testemunhas de defesa para seus clientes.

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O assistente de acusação José Arteiro Cavalcante Lima disse estar em “êxtase” com a aproximação do dia do júri. “O crime foi praticado a mando de Bruno e executado por Bola e Macarrão, com participação indireta dos demais, que aceitaram se envolver na trama. Só no último momento resolveram poupar a criança”, disse.

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