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GlaxoSmithKline pagará multa por fraude histórica nos EUA

A gigante farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) pagará uma multa recorde de 3 bilhões de dólares para encerrar reclamações de autoridades norte-americanas que a acusam de publicidade ilegal de remédios e de adotar preços enganosos.

A GlaxoSmithKline foi acusada de “promoção ilegal de certos medicamentos, de não divulgar informações relativas à segurança (dos medicamentos) e de fazer declarações falsas sobre os preços”, informou nesta segunda-feira o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em uma entrevista coletiva.

“Este é o maior acordo amistoso de uma empresa de saúde na história dos EUA e o maior valor pago por uma empresa farmacêutica”, disse James Cole, subsecretário de Justiça. “O acordo de vários milhões de dólares é sem precedentes em tamanho e escopo”, disse ele.

“Este acordo histórico é um passo importante em nossos esforços para erradicar as fraudes na saúde”, disse Bill Corr, vice-secretário de Saúde.

“Historicamente, nosso sistema de saúde tem sido alvo de golpistas que tentam fazer lucro fácil em detrimento da segurança pública”, disse ele.

A GSK se declarou culpada de fazer promoção ilegal de certos medicamentos, emitir declarações enganosas sobre o preço e eficácia dos medicamentos e de não levar em conta estudos que demonstravam a ineficácia dos remédios.

A fraude se aplica em particular para três drogas. Uma delas é o Paxil, que a GSK comercializou como antidepressivo para crianças, quando nunca tinha sido aprovado como tal pelas autoridades de saúde.

Outra é a Avandia, um antidiabético vendido pela GSK sem nenhum aviso sobre o risco de certos efeitos colaterais.

E a terceira é o Wellbutrin, um medicamento para o tratamento de depressão grave que a GSK anunciou como uma droga para “ser mais magro ou fazer mais sexo”, disse Carmen Ortiz, promotora de Massachusetts (nordeste).