Girão diz que Michelle resistiu a acordo do PL com Ciro e chama aliança de ‘acordão indecoroso’
A VEJA, senador falou ainda sobre chapa com Romeu Zema, fez críticas ao STF e defendeu o voto auditável e privatizações
https://www.youtube.com/watch?v=DB-kIwe8pVE
Candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo) à Presidência da República, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) voltou a afirmar que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro resistiu ao acordo firmado entre o PL do Ceará e o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) para a eleição estadual. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, Girão disse ter comunicado pessoalmente a Michelle sua decisão de deixar a disputa pelo governo cearense para integrar a chapa presidencial e afirmou que manteve a posição de não apoiar Ciro. (Este texto é um trecho do vídeo acima)
“Agradeci à Michelle Bolsonaro pelo apoio, comuniquei a ela essa decisão e digo que ela foi muito corajosa. Tem sido, porque já disse que não vai apoiar o Ciro Gomes”, afirmou o senador. Segundo ele, mesmo com sua saída da corrida estadual, o Novo seguirá com candidatura própria no Ceará e a ex-primeira-dama permanecerá contrária à aliança firmada pelo PL cearense.
Girão classificou o entendimento entre o partido e Ciro Gomes como um “acordão indecoroso” e afirmou que a decisão foi motivada por interesses políticos. “A gente achava que era de direita, mas o PL do Ceará é Centrão por projeto familiar de cargos”, declarou.
Ao justificar sua ida para a disputa nacional, o senador afirmou que aceitou o convite de Romeu Zema somente após garantir que o Novo manteria uma alternativa eleitoral no Ceará. Segundo ele, o partido lançará Pedro Brito ao governo estadual, Vera Silva como candidata a vice e o general Guilherme Theophilo ao Senado.
Críticas ao PT
Durante a entrevista, Girão voltou a atacar o PT e responsabilizou Ciro Gomes pela ascensão da legenda no Ceará. Na avaliação do parlamentar, o ex-governador faz parte do mesmo grupo político responsável pela crise na segurança pública do estado. “Ciro Gomes não vai resolver isso absolutamente, porque faz parte desse grupo”, afirmou.
O candidato a vice também aproveitou a entrevista para defender a chapa formada com Zema como uma alternativa à polarização política. Segundo ele, ambos chegaram à política após carreiras na iniciativa privada e representam uma gestão baseada em austeridade fiscal, redução de privilégios e combate à corrupção.
Carlos Bolsonaro
Questionado sobre publicações de Carlos Bolsonaro nas redes sociais criticando sua entrada na chapa presidencial, Girão evitou responder diretamente ao vereador. Disse que está “preocupado com soluções e não com brigas” e voltou a defender investigações sobre o Banco Master, tema que classificou como prioridade de seu mandato no Senado.
STF e os ‘intocáveis’
Na entrevista, o senador também reiterou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que continuará defendendo pedidos de impeachment de ministros da Corte e voltou a cobrar a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master. Girão ainda declarou confiar nas urnas eletrônicas, mas defendeu a adoção do voto auditável como mecanismo adicional de transparência no processo eleitoral.
Ao comentar o cenário da disputa presidencial, o candidato do Novo afirmou que a chapa Zema-Girão pretende crescer durante a campanha e nos debates. Caso não chegue ao segundo turno, disse que apoiará o adversário que enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por considerar que a prioridade é derrotar o PT nas eleições.
Privatizações
Ao detalhar as propostas da chapa do Novo, Girão afirmou que um eventual governo de Romeu Zema pretende ampliar a agenda de privatizações adotada em Minas Gerais, citando a venda de mais de uma centena de estatais no estado como exemplo de redução do aparelhamento político e ganho de eficiência administrativa.
O senador também defendeu a construção de presídios de segurança máxima como estratégia de combate ao crime organizado — Zema defende a construção de unidade, por exemplo, na Amazônia –, além da expansão das escolas cívico-militares, que, segundo ele, apresentariam melhores indicadores de ambiente escolar e aprendizagem. Para Girão, as medidas refletem o perfil de gestão de Zema e a defesa de um Estado mais enxuto, com redução de impostos e foco na segurança pública.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







