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Gil Rugai tinha “mala de fuga” com armas, diz ex-sócio

Rudi Otto contou, no quarto dia de julgamento, que mala com pistola, estrela ninja e facas sumiu de escritório do réu após o crime

Por Luciano Bottini Filho 21 fev 2013, 13h38

O quarto dia de julgamento de Gil Rugai, acusado de matar o pai e a madrasta em 2004, começou com o depoimento de Rudi Otto, sócio do réu em uma empresa na época do crime. Em um depoimento de quase duas horas, ele afirmou diante dos jurados que, na época do crime, Rugai guardava no escritório uma mala com uma pistola, uma estrela ninja, duas facas, um canivete e pequenos selos que seriam LSD. Otto não soube especificar se a arma era verdadeira ou de brinquedo, e afirmou que o kit era chamado por Gil Rugai de “mala de fuga”. A testemunha disse ainda que a mala desapareceu do escritório logo após a morte de Luís Carlos Rugai e Alessandra Tritino, em 28 de março de 2004.

Diante dos jurados, Otto disse também que, cerca de três meses antes do crime, viu cheques da empresa de Luís Carlos na agência que tinha com Rugai. Segundo a promotoria, Gil Rugai matou o casal porque havia sido descoberto em um esquema de desvio de dinheiro da produtora de vídeos do pai. A acusação argumenta que os cheques foram usados para dar pequenos desfalques.

Parte das informações dadas pelo ex-sócio foram confirmadas pela testemunha com a leitura de seu depoimento à polícia pelo promotor Rogério Zagallo. O juiz Adilson Simoni não permitiu que, no entanto, Zagallo continuasse a ler processo para recordar o ex-sócio. “Não me lembro em detalhes. Fui tomado pelo calor do depoimento. Se eu falei tudo isso, é que tinha acontecido”, disse Otto.

Rudi Otto lembrou que no enterro das vítimas Gil Rugai “estava apático e não esboçou reação”. A testemunha disse ainda que recebeu ameaças por telefone logo após ser ouvida pela polícia na investigação.

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