Assine VEJA: informação confiável e exclusiva nas eleições + 4 revistas impressas a partir de R$ 35,90/mês.

Gangue quebra-vidro: trio é condenado por roubos no centro de SP e lucro de R$ 1 milhão

Por meio de celulares roubados, criminosos conseguiam desviar dinheiro de contas das vítimas e ocultavam por meio de lavagem em empresas de fachada

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 ago 2026, 07h00 | Atualizado em 20 ago 2026, 07h08
Gangue quebra-vidro: trio é condenado por roubos no centro de SP e lucro de R$ 1 milhão Priorizar nos meus resultados Google

O juiz da 1ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, Thiago Baldani Gomes De Filippo, condenou três acusados de integrar uma gangue de “quebra-vidros” de carros para roubar aparelhos celulares no centro de São Paulo. As penas chegaram a oito anos e um mês de prisão. O bando teria sido responsável por ao menos 25 roubos e, a partir de aplicativos de bancos nos celulares das vítimas, movimentado quase um milhão de reais. De acordo com a sentença, a organização criminosa atuava em estrutura hierárquica e divisão de tarefas, com a composição de núcleos dos “ladrões”, “receptadores”, “tripeiros” e “donos das máquinas de cartão”.

O primeiro grupo era responsável por roubar as vítimas pelas ruas do centro da capital. Na sequência, os ladrões entregavam os objetos para os receptadores, que atuavam como “técnicos” para realizar transações bancárias fraudulentas. Já os tripeiros são os fornecedores de contas bancárias utilizadas para recebimento dos valores desviados. Segundo apuração da Polícia Civil de São Paulo e a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), os roubos ocorridos na “baixada do Glicério” contaram com lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e máquinas de cartão em nomes de moradores no Estado do Ceará.

“De acordo com a denúncia, as investigações tiveram curso a partir da notícia de um crime de furto qualificado de um telefone celular, ocorrido em 23 de julho de 2025. O rastreamento do aparelho levou as equipes policiais ao apartamento da Rua Oscar Cintra Gordinho, 210, bairro Glicério. Não havia indivíduos no local, mas foi apreendida uma vasta quantidade de objetos de origem ilícita, como diversos aparelhos de telefone celular, máquinas de cartão de crédito, roteadores e chips de telefonia”, registrou o magistrado. Diante dos aparelhos apreendidos, os investigadores conseguiram rastrear e entender o modus operandi utilizado pelo bando para movimentar dinheiro de contas oriundas de vítimas dos roubos de celular. “Com o aprofundamento das investigações, por meio do afastamento do sigilo telemático, teria sido possível desvelar um esquema robusto voltado à prática de crimes patrimoniais e à subsequente lavagem de capitais, por meio de rede de ‘laranjas’ e empresas de fachada”, disse o juiz ao sentenciar o trio.

A inicial acusatória do MP apontou que “em seguida à subtração dos aparelhos celulares, o ‘núcleo técnico’ da organização criminosa acessaria os aplicativos bancários desses telefones e realizaria transferências, pagamentos e empréstimos fraudulentos”. Ao menos três vítimas relataram prejuízos expressivos depois dos roubos. O bando também utilizava um grupo de WhatsApp denominado “Jogo Bet365” para trocar informações de assuntos criminosos, como “a localização de senhas e direcionamento dos valores para contas de laranjas ou máquinas de cartão”. Ainda segundo o documento judicial, há mais investigações do tipo em andamento em São Paulo.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).