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Gaeco ouve vice-prefeito de Campinas e empresário amigo de Lula sobre esquema de propina

Denúncia contra suspeitos pode ser formalizada nesta sexta-feira

Por André Vargas - 27 maio 2011, 14h52

Dois promotores do Gaeco estão tomando o depoimento, na tarde desta sexta-feira, do vice-prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT). Ele está sendo interrogado pelos promotores Ricardo Schade e José Tadeu Baglio sobre a sua participação, da qual os promotores estão convencidos, no esquema de cobrança de propinas montado na prefeitura da terceira maior cidade do estado de São Paulo.

Vilagra desembarcou na quinta-feira no Brasil. Assim que chegou ao Aeroporto de Guarulhos, foi preso. Rosely Nassim Jorge Santos, mulher do prefeito Doutor Hélio (PDT), só não foi presa por que obteve um habeas corpus. Ela é acusada pelos promotores de receber propinas de fornecedores da prefeitura que chegavam até 300.000 reais por mês.

Além do vice, Schade e Baglio devem ouvir ainda nesta sexta-feira o empresário Gabriel Gutierrez. Ele também está preso. Os promotores estão convictos de que sua empresa participa do esquema.

As duas outras pessoas que estão presas, deverão ser ouvidas mais tarde pelos promotores Adriana Andrade de Souza e Amauri Silveira.

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O empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também já está no Gaeco para prestar seu depoimento. Ele aparece em gravações transcritas no inquérito que investiga o esquema dizendo que tinha interesse em fazer um acordo de delação premiada para proteger Lula. Depois do depoimento do amigo do ex-presidente, Schade disse que o Gaeco vai decidir se oferece a denúncia contra os investigados.

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