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Gaeco cumpre 26 mandados de prisão contra membros do PCC em São Paulo

Sete dos mandados eram contra alvos que já estavam presos e continuavam a coordenar o trabalho da facção de dentro de presídios no interior

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 20 jun 2018, 20h11 - Publicado em 20 jun 2018, 17h19

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), cumpriu 26 mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nesta quarta-feira, 20, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e em cidades do interior do estado.

Das ordens judiciais, sete eram contra alvos que já estavam detidos em presídios da região de Sorocaba, de onde continuavam ordenando a prática de crimes. Além das prisões, foram cumpridos quinze mandados de busca e apreensão contra supostos integrantes do PCC.

Batizada de Operação Accardo, a ação mobilizou promotores e 100 policiais militares, com apoio do canil e de helicópteros, segundo o Gaeco. Ainda em Sorocaba, uma mulher foi presa sob suspeita de comandar uma quadrilha que atuava com tráfico de drogas e assaltos contra bancos e caixas eletrônicos. Ela já havia sido presa em julho do ano passado, mas foi liberada depois de três meses por ter filhos pequenos. A nova prisão foi decretada porque a suspeita continuou, segundo o MP, com as ações criminosas.

  • As buscas resultaram na apreensão de cerca de duas toneladas de drogas, além de armas e munições. Cadernos e documentos usados pela facção criminosa também foram apreendidos e encaminhados para a perícia. Os presos foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Capela do Alto.

    Em uma das ações, um carro foi apreendido com tabletes de maconha no porta-malas. Houve prisões também em Votorantim e Itapetininga. Conforme o Gaeco, durante as investigações, que levaram oito meses, foram interceptadas centenas de diálogos envolvendo membros em posição de destaque no PCC.

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