Franco-atirador em 2022, Padre Kelmon tem uma nova missão, agora pelo PL
Após ter tentado chegar ao Palácio do Planalto e obter apenas 0,07% dos votos, o religioso tentará se tornar deputado federal por São Paulo
Nas eleições presidenciais de 2022, um dos candidatos chamou atenção do eleitorado por suas participações em debates durante o primeiro turno. Trata-se de Padre Kelmon, que rendeu para os internautas diversos vídeos de embates — principalmente com os então candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Soraya Thronicke (então no União Brasil, hoje no PSB).
Pois Kelmon está de volta para a disputa eleitoral deste ano, mas ele não sairá candidato a presidente da República novamente. Em sua segunda participação em eleições, Kelmon tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo. Filiado ao PL, já declarou apoio ao candidato do partido, o senador Flávio Bolsonaro, para o Palácio do Planalto. “Fé para servir, coragem para defender! Vamos juntos resgatar o Brasil”, publicou Kelmon em suas redes sociais no último final de semana, após a convenção de seu partido.
Nas eleições de 2022, Padre Kelmon foi, em um primeiro momento, escalado para ser vice de Roberto Jefferson (à época, ambos estavam no PTB). Sem a candidatura de Bob Jefferson, Kelmon assumiu como cabeça de chapa. Ao final do primeiro turno, ele obteve 81. 129 (0,07%) dos votos totais, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Kelmon terminou na sétima colocação — participaram do pleito onze candidatos à Presidência da República.
No debate do primeiro turno da TV Globo, Kelmon discutiu com o hoje presidente Lula. O petista questionou de onde Kelmon saiu e o chamou de “candidato laranja” depois de ser indagado sobre esquemas de corrupção revelados durante as gestões do PT.
Ainda naquele encontro entre os principais candidatos a presidente, a senadora Soraya Thronicke protagonizou outro momento memorável dos debates daquele ano ao se referir a Kelmon como “padre de festa junina”. Em resposta, ele perguntou se a parlamentar não tinha medo de ir para o inferno.
Kelmon nunca escondeu o apoio ao então presidente Jair Bolsonaro, que na ocasião disputava a reeleição e, em razão disso, foi chamado por opositores de “linha auxiliar” de Bolsonaro.







