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Fraldas, ofensas e ausências: o resumo do primeiro debate entre candidatos a presidente

Faltas de Lula e Flávio concentraram criticas entre Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury

Por Anna Satie Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 ago 2026, 22h52 | Atualizado em 24 ago 2026, 11h50
Fraldas, ofensas e ausências: o resumo do primeiro debate entre candidatos a presidente Priorizar nos meus resultados Google

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República neste domingo, 23, foi marcado mais pelas ausências do que pela presença de nomes que, somados, não atingem 10% das intenções de voto, de acordo com os levantamentos mais recentes. Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) não fizeram ataques entre si, mirando o foco somente no candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e no senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes das pesquisas, que optaram por não participar –o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também não compareceu, mas não foi lembrado pelos adversários.

Renan repetiu nos estúdios da Band a postura combativa que adota nas redes sociais, em várias ocasiões dirigindo xingamentos a Lula e Flávio, chamando-os de criminosos e atacando-os pela ausência, sem poder ser rebatido em diretos de resposta. Ele já havia sinalizado que adotaria essa conduta ao chegar nos estúdios carregando duas fraldas, uma escrito Lula e a outra, Flávio. Ele chegou a ser advertido pela organização quando tentou cobrir o púlpito vazio do presidente com um papel dizendo “Ladrão”. Questionado se faria os mesmos ataques com os adversários presentes, ele disse que é claro. “Seria bem mais interessante”, afirmou. Em certo momento, o adversário Augusto Cury deu-lhe um puxão de orelha. “Renan, a sua agressividade me assombra”, falou. “As ideias podem até ter fundamento mas a agressividade asfixia a capacidade de as pessoas terem as próprias opiniões.”

Cury, que concorre pela primeira vez e não tem histórico político, arrancou risadas do público no estúdio ao agradecer Renan por acreditar em sua candidatura, ao ser perguntado como seria o primeiro dia de seu governo, e ao convidar Caiado para ser seu ministro. De acordo com a equipe do escritor, o convite foi espontâneo. Cury quase não participou do evento: ele chegou ao estúdio com a intenção de fazer um pronunciamento no portão e ir embora, diante das ausências dos adversários. Minutos antes do início, mudou de ideia e entrou, citando respeito à imprensa e à organização. Ele e Caiado são amigos, e se cumprimentaram várias vezes no palco durante o programa. O ex-governador de Goiás exaltou seus feitos durante os dois mandatos no estado e fez críticas contidas aos adversários. O presidente do PSD e candidato a vice de Caiado, Gilberto Kassab, elogiou a participação do companheiro de chapa após o fim do programa –ele foi gravado cochilando brevemente várias vezes durante o programa.

A questão da segurança pública, apontada em pesquisas como uma das principais preocupações do eleitorado brasileiro, foi debatido em diversos momentos no encontro. Renan, por exemplo, disse que em um eventual governo dele, agentes de segurança vão subir favelas e falou em “banho de sangue” contra o crime organizado. “Vamos passar rapa nesses caras”, disse. Cury disse que o estado brasileiro precisa de organização para enfrentar o crime, porque um governo desorganizado traria mais problemas para a população. Já Caiado disse que fechará presídios, que são “universidades do crime”. Segundo o ex-governador goiano, medidas como proibir visita íntima e gravar encontros entre presidiários e advogados são fundamentais para asfixiar o crime.

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