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Fragmentos de óleo são encontrados em ilha do arquipélago de Abrolhos

Região do litoral baiano tem a maior biodiversidade marinha da parte sul do oceano Atlântico

Por Da Redação - Atualizado em 2 nov 2019, 13h40 - Publicado em 2 nov 2019, 12h45

O grupo formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Ibama divulgou na manhã deste sábado que foram encontrados pequenos fragmentos de óleo na Ponta da Baleia, em Caravelas (BA), e na Ilha de Santa Bárbara, que faz parte do arquipélago de Abrolhos, também no litoral baiano, região de proteção ambiental com a maior biodiversidade marinha da parte sul do oceano Atlântico.

 

Imagem divulgada pela Marinha de mancha encontrada em Abrolhos, no litoral baiano

Imagem divulgada pela Marinha de mancha encontrada em Abrolhos, no litoral baiano Marinha do Brasil/Divulgação

Ao todo, oito embarcações atuam no monitoramento e limpeza das regiões afetadas pelo vazamento de petróleo, ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho deste ano. O marco zero da mancha que atinge as praias do Nordeste brasileiro desde o início de setembro foi localizada entre os dias 23 e 24 de outubro. A mancha original tinha 200 quilômetros de extensão e estava a pouco mais de 700 quilômetros da costa brasileira, a leste da divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte. 

A empresa grega Delta Tankers, dona do navio Bouboulina, apontado nesta sexta-feira pela Polícia Federal como o responsável pelo vazamento do óleo que atingiu o litoral brasileiro, pode ser condenada a pagar multa de até 50 milhões de reais aos órgãos ambientais brasileiros por crime ambiental.

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Baleia jubarte – Abrolhos é conhecido por ser o local escolhido pelas baleias jubarte para cumprir seu ciclo reprodutório. Todos os anos, segundo o ICMBio, 9 000 animais enfrentam uma longa viagem desde a Antártida até o litoral brasileiro. O maior berçário da espécie fica justamente no litoral sul da Bahia.

Tradicionalmente, as baleias costumam visitar a costa brasileira entre julho e novembro, mas nos últimos anos elas passaram a chegar no final de maio. Segundo um porta-voz da Marinha, a saída antecipada das jubarte impediram que as baleias tivessem contato com o vazamento de óleo.

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