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Com Forças Armadas nas ruas, Vitória vive clima de paz aparente

Parte da frota de ônibus da cidade voltou a circular e o comércio local abrirá as portas; Nesta quinta, Polícia Civil deve discutir se entra em greve

O sexto dia da greve dos policiais começou tranquilo na capital capixaba. Depois de viver cinco dias de caos, com cenários que se assemelhavam ora ao de uma guerra, ora ao de uma “cidade fantasma”, Vitória começa a voltar à normalidade. Na noite desta quarta-feira, alguns bares da região boêmia conhecida como “Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, voltaram a funcionar e estavam cheios. Ao amanhecer, havia pessoas praticando esportes na orla do Camburi e vários carros nas ruas. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, parte da frota de ônibus voltou a circular entre 6h e 18h.

A expectativa é de que o comércio também volte a funcionar a partir desta quinta – um passo importante não apenas para a população, mas para o Estado, que sofre uma crise de arrecadação. De acordo com o presidente da Fecomercio, José Lino Sepulcri, o prejuízo em termos de faturamento é de cerca de 45 milhões de reais por dia. Ou seja, desde o início da greve, o Espírito Santo deixou de arrecadar mais de 150 milhões de reais. Isso sem contar os prejuízos sofridos pelo comércio em saques e roubos, estimado em 25 milhões de reais.

A sensação de segurança começou a tomar conta da cidade a partir das chegada do efetivo especial enviado pelas Forças Armadas. Ontem à noite, 200 homens da Força Aérea Brasileira desembarcaram na capital capixaba para reforçar o policiamento na Grande Vitória. Eles devem se juntar aos 1200 homens da Força Nacional e do Exército que já estão na região desde a última terça-feira.

Depois de classificar o movimento grevista como “chantagem”, o governo do Espírito Santo abriu um Comitê Permanente de Negociações para assegurar a continuidade do diálogo com as mulheres dos policiais militares em greve. Embora ainda não haja expectativa de retorno, o representante da Secretaria de Direitos Humanos, Júlio Pompeu, afirmou que está confiante de que ambas as partes “vão colaborar para a restauração do estado de sanidade”.

Além da primeira entrevista coletiva do governador licenciado Paulo Hartung, que falou ao lado do governador em exercício, César Colnago (PMDB), e do secretário de segurança, André Garcia, o dia de ontem foi marcado por protestos por parte da Polícia Civil, que deve discutir hoje a possibilidade de aderir à greve. Ontem, centenas de policias civis compareceram ao enterro de Mário Marcelo Albuquerque, conhecido como Marcelinho do DHPP, membro da corporação que foi morto na terça-feira ao tentar evitar um assalto em Colatina, no interior do Estado.

 

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Comentários

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  1. Agora os policiais amotinados vendo que não são mais necessários resolveram negociar com o governo, que sejam todos exonerados, eles foram responsáveis diretos por mais de 80 mortes.

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  2. Paz aparente? Só se for pra vocês aí dá redação por que aqui no estado do ES a situação está crítica.
    Acabaram de assassinar o presidente do sindicato dos rodoviários em Vila velha.

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  3. Julio Rodrigues Neto

    Talvez, se criarmos o MSS ( Movimento Sem Segurança ) a coisa se resolva. Não é assim que aqui as coisas se resolvem ?

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  4. Eder Costa, o assassinato do tal sindicalista pode não ter nada a ver com a ausencia da polícia. Esses sindicatos em sua maioria sempre abriga bandidos e ladrões oportunistas. Vivem se matando país afora, isso é pura bandidagem entre eles.

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  5. Provavelmente um soldado do

    exército tem o salário melhor do que o policial e por isso morre pelo pátria. Que o herói lá de cima vá lá também. É fácil pedir a demissão dos outros.

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  6. Antonio Augusto Simoes

    É só colocar o exercito, marinha e aeronáutica em peso, que neguinho põe o galho dentro. Não é colocar mil homens, e sim dez mil com todo o aparato bélico: tanques e armamentos pesados em toda a cidade de forma que não fique uma esquina sequer sem forte aparato militar. As forças armadas existem é para isso mesmo. Tem que haver uma demonstração de força incontestável que faça as pessoas saberem que tentar se opor a esse aparato é suicídio. Forças Armadas não são bisturi e sim espada.

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