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Força-tarefa chega ao Ceará para reforçar ações contra criminosos

Envio de policiais a Fortaleza foi antecipada após a morte de dois homens ligados a uma facção criminosa que atua em presídios

Por Agência Brasil Atualizado em 19 fev 2018, 17h12 - Publicado em 19 fev 2018, 13h22

Os 36 integrantes da força-tarefa enviada ao Ceará pelo Ministério da Justiça desembarcaram na madrugada desta segunda-feira na Base Aérea de Fortaleza e se unem às forças de segurança locais em ações contra o crime organizado. O grupo, comandado pelo almirante Alexandre Mota, secretário adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ), é formado por 26 policiais federais e dez policiais da Força Nacional de Segurança Pública, que atuarão em operações de inteligência. A primeira atividade deles na cidade é uma reunião com as polícias do estado para organizar as demandas.

O envio da força-tarefa já estava previsto desde o início do mês, quando o Ministério da Justiça se comprometeu com o governo do Ceará a apoiar ações de combate ao crime organizado depois da chacina que vitimou 14 pessoas no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza, e do assassinato de dez presos em uma cadeia pública do interior do estado. Os crimes teriam sido motivados por um conflito entre facções. Segundo o ministério, cinquenta policiais da Força Nacional estão no estado há três semanas apoiando as forças de segurança locais.

A antecipação da vinda dos policiais para Fortaleza se deve à morte de dois homens ligados a uma facção criminosa. Foi encontrado, na manhã de domingo, o corpo de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, maior liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), morto em uma suposta emboscada na reserva indígena de Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza. Com ele, também foi encontrado morto Fabiano Alves de Souza, o Paca.

Ministério Público de São Paulo suspeita que o crime tenha sido motivado por disputas internas da facção. A Secretaria da Segurança Pública não confirma, entretanto, a identidade dos dois homens. Em nota, o órgão disse que serão realizados exames de necropapiloscopia ou de DNA para a identificação e que a Polícia Civil realiza diligências para localizar os autores dos crimes.

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