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Força Nacional reforça policiamento na Bahia

Efetivo enviado ao estado chega a 2.650 agentes e inclui homens do Exército. Paralisação foi considerada ilegal pela Justiça

Por Da Redação 3 fev 2012, 09h40

Um grupo de 150 homens da Força Nacional de Segurança está em Salvador para ajudar a reforçar o policiamento e a conter a onda de violência registrada na cidade. Os homens chegaram quinta-feira por volta da meia noite à capital baiana. Mais 500 militares da Força Nacional chegarão à Bahia nas próximas horas. Eles serão enviados para o interior do estado. As informações são da Secretaria de Segurança do Estado. Casos de vandalismo, assaltos e arrastões foram registrados nos últimos dias em Salvador, desde que PMs ligados à Associação de Policiais e Bombeiros (Aspra-BA) anunciaram greve por tempo indeterminado. Em entrevista a um telejornal local, o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, disse ter conhecimento de saques ocorridos em Salvador por causa da greve. “Estamos lançando mão de tudo o que podemos fazer para apoiar nossa polícia no restabelecimento da ordem. Não podemos levar as melhorias das condições salarias de qualquer categoria acima dos interesses da sociedade.” O juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, Ruy Eduardo Almeida Brito, considerou a paralisação ilegal e determinou o fim do movimento. Se a decisão for descumprida, será cobrada da Aspra multa de 80 000 reais por dia de paralisação.

Carro da PM em frente à Assembleia Legislativa do Estado
Carro da PM em frente à Assembleia Legislativa do Estado VEJA

Na manhã desta sexta-feira começou o trabalho de patrulhamento. De acordo com o comandante da tropa, capitão Luigi Gustavo Pereira, a estratégia de atuação foi definida em conjunto com a cúpula da Segurança Pública do estado. Além dos 650 homens da Força Nacional, 2.000 mil soldados do Exército chegam nesta sexta à Bahia. As forças federais foram solicitadas ao Ministério da Justiça pelo governador Jaques Wagner (PT). À tarde, o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, se reúnem com o comandante da VI Região Militar, general Gonçalves Dias, para definir a atuação do Exército no estado. O governador Jaques Wagner, que estava em viagem a Cuba quando estourou a greve, pregou o diálogo e o bom senso como forma de chegar a um consenso, mas ameaçou: “Na defesa dos interesses maiores da população baiana, continuarei usando medidas enérgicas, caso se faça necessário.” Questionado se o governo demorou a agir, o secretário de Segurança justificou-se: “Avaliamos o movimento nos dois primeirso dias, tentamos estabelecer o diálogo e chegamos a um impasse por causa do recrudescimento das ações da associação que deflagrou a greve.” Negociação – O secretário de Segurança Pública afirmou que os policiais em greve são uma minoria. Segundo Barbosa, dois terços dos 30 000 policiais baianos estão trabalhando e, das 300 viaturas da corporação em Salvador, 210 estão em atividade. O secretário disse que o governo está consciente da necessidade de avançar na melhoria das condições de trabalho dos policiais. “Estamos atentos a isso, mas não podemos admitir desordem e baderna de grupos querendo impor uma condição para além do estado democrático”, afirmou Barbosa. “Não negociamos sob coação.” Ele reúne-se com representantes de associações policiais nesta sexta-feira, desde às 9 horas, mas disse que não negociará com a Associação de Policiais e Bombeiros (Aspra-BA), responsável por deflagrar a greve. “Não vamos negociar com quem não quer negociar. Decretar uma greve para depois começar a negociação não é o caminho”, disse. “Estávamos em um processo de negociação e fomos supreendidos por essa medida radical, da greve.” Leia no blog de Reinaldo Azevedo: Enquanto Jaques Wagner adulava ditadores sanguinários em Cuba, a PM baiana entrava em greve

A Bahia, coitada!, vive um verdadeiro caos na Segurança Pública. Pra vocês terem uma idéia, Wagner chegou ao poder, em 2007, com 23,5 homicídios por 100 mil habitantes no estado; no ano passado, chegaram a 37,7, um crescimento de 60,4%!

(Com Agência Estado)

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