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‘Foi um estrondo, muita correria e nevoeiro’, diz moradora da Muzema

Dois prédios de pequeno porte desabaram na comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro, deixando ao menos dois mortos e cinco feridos

Por Guilherme Venaglia Atualizado em 12 abr 2019, 12h38 - Publicado em 12 abr 2019, 08h40

Suzany Leonel, estudante de 19 anos, estava dormindo como a maioria dos moradores da comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, quando dois prédios de pequeno porte desabaram, deixando ao menos dois mortos e cinco feridos. As equipes de resgate trabalham com uma lista de 17 desaparecidos. Segundo Suzany, ela foi acordada por um intenso barulho quando os edifícios desabaram.

“Foi um estrondo, muita correria e nevoeiro na rua. As pessoas estavam ou dormindo ou saindo para trabalhar quando aconteceu”, relatou a VEJA. Moradores de um terceiro prédio, próximo aos edifícios e aparentemente com a estrutura também abalada, começaram a também deixar suas casas.

Com a dificuldade de os bombeiros acessarem com viaturas o local da ocorrência, muitos moradores ajudam nas buscas nos escombros. Irmão de Suzany, o segurança Victor Leonel, de 30 anos, afirmou que as construções foram feitas aparentemente de forma irregular. “Na encosta, eles cavaram e construíram ali mesmo os prédios. Mas nunca vi engenheiro, Prefeito nem nada disso por aqui”, relatou.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 6h45 e está no local atendendo a ocorrência. Ao menos uma pessoa, segundo relato de testemunhas, foi retirada sem vida dos escombros.

  • Chuvas

    O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), decretou estado de calamidade na quinta-feira 11 pelas chuvas que atingem a cidade nesta semana. O município registrou dez mortes em decorrência dos temporais e ultrapassou 50 horas ininterruptas em estágio de crise (o grau mais alto na escala de três níveis de periculosidade, por medição do Centro de Operações).

    Caso o Ministério do Desenvolvimento Regional reconheça a situação da cidade, é esperada a facilitação na liberação de recursos para socorrer vítimas, reparar danos e adotar ações de prevenção em áreas de risco de desastre. O texto do decreto menciona as dificuldades financeiras da cidade para solicitar recursos federais.

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