Flávio resgata discurso de perseguição judicial contra Bolsonaro e ensaia reação nas redes
Filho de Jair Bolsonaro ganhou um trunfo para mobilizar a militância, após o ministro do STF proibir visitas dele ao pai na prisão domiciliar
Até o fim de semana, Flávio Bolsonaro era um pré-candidato ao Planalto questionado entre seus próprios familiares e apoiadores, tinha que provar que era mesmo o nome escolhido por Jair Bolsonaro para disputar o Planalto e enfrentava dificuldades para mobilizar a ampla frente bolsonarista nas redes em favor de sua pré-campanha.
Acuado com o avanço de investigações e pressionado pelo fiasco da negociação do tarifaço nos Estados Unidos, o filho do ex-presidente era cobrado a estabelecer um novo discurso para engajar apoiadores e espantar as agendas negativas.
Quando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu proibir, por noventa dias, as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, em reação a uma carta de Jair Bolsonaro divulgada pelo pré-candidato nas redes, tudo isso mudou.
Flávio passou a adotar uma postura de enfrentamento, buscando as redes com vídeos e postagens para insuflar apoiadores a reverberar o discurso de perseguição judicial.
Sem personalizar as críticas, o pré-candidato passou a mostrar o amplo arquivo de situações envolvendo o período de prisão de Lula, que representaria um claro tratamento diferenciado dado ao petista, nos tempos de Lava-Jato, em relação ao regime imposto agora por Moraes a Jair Bolsonaro.
Especialistas em campanhas eleitorais avaliam que todo candidato, para ter sucesso numa campanha, precisa ter uma causa a defender, um inimigo a enfrentar e uma mensagem clara que arraste o maior número de seguidores.
Lula, em 2022, tinha a defesa da democracia como pauta, o golpismo bolsonarista como inimigo e uma mensagem clara de defesa das instituições.
Flávio não chega a ter uma bandeira nacional, já que apoiadores de esquerda defendem as decisões de Moraes, mas conseguiu reativar uma bandeira bolsonarista importante para mobilizar seus apoiadores. Ele luta pela liberdade do pai, contra um magistrado que, segundo o discurso de Flávio, parece empreender uma incansável perseguição pessoal contra Jair Bolsonaro







