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Flávio evita detalhar contas de ‘Dark Horse’ e nega relação com miliciano homenageado por ele

Senador afirmou ter assinado pedido de CPMI do caso Master para questionar quais relações de Daniel Vorcaro com aliados de Lula

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 ago 2026, 23h10 | Atualizado em 31 ago 2026, 12h09
Flávio evita detalhar contas de ‘Dark Horse’ e nega relação com miliciano homenageado por ele Priorizar nos meus resultados Google

O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) não prestou contas sobre repasse milionário feito pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, que homenageia o ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Segundo ele, o pedido de 61 milhões de reais feito para honrar compromissos da produção “não teve absolutamente nada de errado”. O senador disse que os valores são referentes a um patrocínio e não recebeu, como pessoa física, dinheiro do ex-dono do banco Master. “Não tem nada de errado um filho pedir dinheiro para financiar o filme do pai. Não tem nada de irregular. Não fui buscar dinheiro da Lei Rouanet”, afirmou.

Questionado sobre a planilha com custos da produção, que ele prometeu divulgação, o senador afirmou que “a prestação de contas foi feita, inclusive na investigação que estava acontecendo na Polícia Civil de São Paulo”. A GoUp, produtora do filme, encomendou uma perícia sobre as contas de Dark Horse. Assinado por Anísio Costa Castelo, o trabalho foi concluído em junho e faz parte agora do inquérito criminal. Com base na análise do conjunto de notas fiscais fornecido a ele, o especialista descartou o uso de dinheiro público, via Lei Rouanet, ou via prefeitura de São Paulo, de forma indireta, pelo Instituto Conhecer Brasil. Segundo a perícia, portanto, o filme foi integralmente bancado por investimentos privados.

Ao final dos questionamentos sobre o Master, Flávio tentou colar o escândalo no principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu assinei a CPMI do Banco Master para questionar, por exemplo, quais as relações de Vorcaro com Jaques Wagner”, disse.

Flávio também disse não ver problema na homenagem feita a Adriano da Nóbrega, miliciano morto em confronto com policiais da Bahia, e ex-integrante do Bope. Apontado como integrante de grupo de assassinos, Nóbrega recebeu uma medalha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “Essa homenagem foi feita há mais de 20 anos, se não me engano, no momento em que ele era um policial reconhecido, do Bope. Eu não posso ser responsabilizado pelo que a pessoa se transforma depois de cinco, dez, quinze, vinte anos”, disse Flávio Bolsonaro.

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Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

Ao falar sobre um eventual futuro governo, Flávio não respondeu como reduzir a dívida pública e não estipulou metas de prazos para as realizações. O candidato se limitou a dizer que irá, por exemplo, cortar cargos em comissão (apadrinhados), e diminuir o número de ministérios. As decisões foram chamadas por ele de “tesouraço”. Em outro momento, o senador não respondeu diretamente se manterá a forma do cálculo para definição do reajuste do salário mínimo — atualmente baseada na inflação dos últimos 12 meses. Flávio se limitou a dizer que não fará “economia do povo mais sofrido”.

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