Flávio Bolsonaro refaz o trajeto em que seu pai levou facada em Juiz de Fora
Cercado por seguranças, candidato à Presidência participou de ato de campanha ao lado de apoiadores e aliados
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recriou, nesta quarta-feira, 8, o trajeto que foi palco da facada da qual seu pai, Jair Bolsonaro, foi alvo há oito anos, em 2018, durante campanha eleitoral em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Durante o ato, Flávio foi carregado nos ombros por apoiadores — recriando a cena em que o seu pai levou a facada, desferida por Adélio Bispo, que está preso. Muitos apoiadores empunhavam bandeiras com as fotos de Flávio e de outros candidatos do partido, como o postulante ao governo mineiro, Flávio Roscoe, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ambos estavam presentes na motociata realizada mais cedo pelo senador e, depois, na caminhada e no discurso em Juiz de Fora.
Cercado por seguranças, Flávio ainda usou um colete à prova de balas, algo que tem sido comum em seus atos públicos de campanha. No ato de Sete de Setembro da última segunda-feira, 7, em São Paulo, ele também trajava o equipamento de segurança.
Ao discursar à multidão no centro de Juiz de Fora, Flávio se emocionou e disse que o local significa o “segundo nascimento” de Bolsonaro. Ele afirmou ser um momento de “reflexão” e disse que o caminho percorrido foi feito com o objetivo de “completar o trajeto” que Bolsonaro não conseguiu completar.
Após o ato, Flávio e aliados visitaram a Santa Casa da cidade, para onde Bolsonaro foi levado logo depois de ter sofrido a facada. Ele agradeceu a atuação dos profissionais no atendimento do ex-presidente, os quais disse terem salvo a vida dele, e prometeu investimentos na saúde.
Crise no STF
Durante a visita a Minas Gerais, Flávio comentou a crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o país está “sem presidente” e que o presidente Lula deixará “um caos como legado”.
O senador comentou a decisão da manhã desta quarta-feira, 9, do ministro Flávio Dino, que determinou a volta ao cargo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Na terça, 8, decisão do ministro André Mendonça referendada pela maioria da 2ª Turma da Corte determinou o afastamento.
“Um ex-ministro do Lula, que é o Flavio Dino, dá uma canetada completamente contra os precedentes históricos do Supremo, tentando interferir num processo judicial”, disse.
Durante conversa com apoiadores, Flávio também falou da necessidade em reforçar o apoio do governo federal aos municípios em momentos de tragédias climáticas, como a ocorrida na Zona da Mata mineira, em março deste ano, que vitimou mais de 70 pessoas.







