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Flávio Bolsonaro pausa campanha e tenta impulsionar agenda de segurança no Senado

Presidente da Comissão de Segurança Pública, candidato do PL coloca em pauta diversas leis de sua relatoria com forte apelo eleitoral

Por Bruno Caniato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2026, 11h21
Flávio Bolsonaro pausa campanha e tenta impulsionar agenda de segurança no Senado Priorizar nos meus resultados Google

O candidato do PL na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro, entrou em hiato da campanha nesta semana para focar em sua atuação legislativa no Congresso. Para esta terça-feira, 1º, o senador pautou uma série de propostas relatadas por ele para discussão na Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado, órgão do qual é presidente.

Na pauta da reunião de hoje estão nada menos que cinco projetos de lei relatados por Flávio no campo do combate à criminalidade violenta — tema que figura, hoje, como a maior preocupação dos brasileiros e é forte marca do discurso eleitoral em 2026.

Um dos carros-chefes de campanha do PL é explorar a impopularidade do governo Lula no campo da segurança pública, área em que o Planalto é particularmente mal-avaliado pela população. As propostas de Flávio em análise apostam no tom de enfrentamento duro e “tolerância zero” contra a criminalidade, bandeiras históricas da direita conservadora que encontram respaldo, em particular, entre o eleitorado bolsonarista.

Dos cinco projetos em discussão, dois têm como objetivo ampliar o acesso às armas de fogo por civis, sugerindo a liberação do porte aos defensores públicos e às mulheres que possuam medida protetiva em vigor na Justiça. Outra proposta é instalar câmeras de segurança em ônibus e trens para coibir a prática de crimes sexuais no transporte público — um aceno ao eleitorado feminino, grupo onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem considerável vantagem sobre Flávio nas pesquisas.

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Há, ainda, dois projetos de lei relatados pelo senador com foco em endurecimento da repressão à violência. Um deles propõe elevar as penas por homicídio doloso e lesão corporal praticadas contra policiais, membros do Ministério Público, servidores da Justiça e seguranças privados. O outro prevê o fim de benefícios legais aos presos, como a “saidinha” temporária, a liberdade condicional e a conversão de pena em sentenças alternativas, nos casos em que o detento seja reincidente em crimes violentos.

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