Flávio Bolsonaro e Zema seguem sem vice a dois dias do fim do prazo das convenções
Candidatos de siglas menores também enfrentam dúvidas na escolha
Este começo de semana será agitado para os postulantes ao cargo de presidente da República nas eleições 2026 diante das incertezas que rondam as candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O principal impasse dos dois é a falta do vice, que deve ser escolhido até quarta-feira, 5, data final para os partidos definirem, de fato, quem serão os nomes que estarão nas urnas em outubro. A lei eleitoral exige que o candidato que encabeça a chapa tenha um vice. Caso o prazo de escolha não seja respeitado, ao registrar candidatura sem o vice, a Justiça Eleitoral indeferirá o pedido.
Em uma tentativa de atrair o eleitorado feminino, o senador carioca pretende colocar uma vice mulher em sua chapa. Nas últimas semanas, a campanha de Flávio articulou o nome de Tereza Cristina, que foi ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro, para compor a chapa. No entanto, o PP, partido da senadora, barrou a união, porque a legenda pretende ficar neutra na disputa presidencial deste ano.
Anteriormente, Zema e Flávio abriram conversas de uma possível união para disputa presidencial. No entanto, o clima ficou complicado depois de áudios revelarem proximidade de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na ocasião, o mineiro gravou vídeo para pedir explicações do senador, o que foi considerado precipitado.
Já Zema tem dois problemas. Em Minas Gerais, integrantes do Novo aliados ao candidato do PSD, Mateus Simões, consideraram uma “traição” a atuação de Marcelo Aro (PP) ao articular uma candidatura própria ao governo mineiro. A ação fez Zema interromper a campanha presidencial para gravar vídeo com críticas pesadas a Aro. A expectativa do Novo é que uma solução caseira seja realizada para escolha do vice na chapa presidencial, ou seja, um novo da legenda para formar chapa puro-sangue.
Entre os demais candidatos que melhor pontuam nas pesquisas, as chapas já foram definidas. O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminhará para tentativa do quarto mandato com Geraldo Alckmin (PSB) de vice. Já Ronaldo Caiado (PSD) tem como vice o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD). Renan Santos (Missão) também se apresenta com chapa puro-sangue e terá como vice no pleito Aroldo Medina, militar da reserva.
Nas legendas menores, há também candidatos e pré-candidatos que ainda estão sem seus vices e devem realizar as escolhas nas próximas horas. São os casos de Leonardo Avalanche (PRTB), que oficializou a candidatura no último final de semana, mas sem apresentar o vice. Já Augusto Cury (Avante) e Clariana Brandão (DC) ainda não realizaram as convenções e também não têm — oficialmente — o complemento da chapa.
O PSTU tem dois nomes para disputa presidencial: Hertz Dias (encabeçando a chapa) e Vanessa Portugal (vice). O PCO deve disputar com Rui Costa Pimenta e Antonio Carlos. Já o PCB oficializou Edmilson Costa e Cleusa Santos para o pleito. Samara Martins e Raquel Brício são os nomes do Unidade Popular (UP). Após as oficialização, os partidos devem registrar até o dia 15 deste mês as candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).







