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Fim do ano é a hora de fazer contato

Por Da Redação 16 dez 2008, 06h56

Investir em sua rede de relacionamentos. Esta é a primeira dica que os especialistas em recrutamento e recolocação dão a quem quer cavar oportunidades no mercado. E o momento ideal é agora. Tempo de reencontros e de confraternizações, o final de ano é propício para quem deseja fazer contatos e se mostrar disponível para novos desafios. “Dezembro é um mês magnífico para a prática de networking, que é o melhor meio de recolocação”, diz José Augusto Minarelli, presidente da Lens & Minarelli Associados. “O candidato a um emprego novo deve atender a todos os convites que receber.”

Conforme Minarelli, cada reunião representa uma possibilidade de emprego. Por isso, o candidato a uma colocação deve chegar cedo, circular para falar com várias pessoas e ir embora tarde. Quando ouvir a habitual pergunta sobre onde está trabalhando, o candidato pode aproveitar para se declarar disponível e agendar um encontro formal em janeiro. Mas nem pensar em levar currículo: uma festa não é ambiente para isso. Já um cartão de visita é sempre bem-vindo. Outra recomendação é de que cada profissional saia de casa com a sua roupa de trabalho. Gerentes e diretores, por exemplo, devem vestir paletó e gravata. “O mercado nos vê pela forma como nos posicionamos. Ninguém deve se apresentar como um coitado”, afirma o empresário.

“Explore a sua rede de contatos: alguém que você conhece pode lhe indicar para outra pessoa e essa pessoa acabar lhe contratando”, reforça o headhunter Robert Wong, da Robert Wong Associados. Para Wong, além de aceitar os convites que surgirem, quem está desempregado deve procurar oportunidade em todos os lugares. Câmaras de comércio, associações de classe e associações de ex-alunos são exemplos de fontes que devem ser buscadas. Sites de empresas também são um caminho, atestado por Wagner Brunini, diretor de RH da Basf e vice-presidente da seccional paulista da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). ‘Assim, o profissional passa a fazer parte de um banco de dados que é a primeira fonte de referência da companhia na hora de contratar.”

Valorização – Quando o profissional já sabe em que empresa quer atuar, ele também pode se valer de seus contatos para chegar até aquele que pode ser o seu futuro empregador. “Se você quer trabalhar em alguma empresa específica, veja quem seria o seu chefe e descubra se alguém da sua rede de relacionamentos o conhece”, ensina José Augusto, da Lens & Minarelli. Então, diz ele, pergunte a essa pessoa se você pode procurar o chefe no nome dela ou no de algum conhecido que vocês tenham em comum. “O nome da pessoa que recomenda é útil, valoriza o passe. Quem recebe o currículo dá atenção a ele, em consideração à pessoa que o recomendou.”

Contratada por organizações que desejam fazer demissões sem desgaste, a Lens & Minarelli se encarrega de orientar profissionais desligados durante a fase de recolocação no mercado. Nessa posição, a empresa é um ótimo termômetro da crise. De acordo com Minarelli, tanto pela instabilidade econômica como por cronogramas previamente definidos pelas companhias, a companhia teve um aumento de entre 15% e 20% na sua demanda em novembro. O empresário não crê, porém, que isso seja razão para desânimo ou para esperar por um reaquecimento da economia, que viria depois do Carnaval.

“Essa história de que o Brasil só funciona depois do Carnaval é coisa antiga, há muitos anos não é assim”, afirma. “A economia é globalizada, e os outros países não param, então as empresas brasileiras não se dão mais ao luxo de esperar o Carnaval.” Pelo contrário: a crise deve servir de motor à circulação social sugerida por consultores, segundo Maria de Lourdes Scalabrin, sócia-diretora do S&L RH. “Mais do que nunca, é hora de utilizar a sua rede de contatos, e não esperar que as oportunidades sejam divulgadas. Ainda não sabemos como a economia vai se comportar.”

(Por Maria Carolina Maia)

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