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Fim da farra aérea é só o primeiro passo

Por Da Redação 30 abr 2009, 21h42

Foi preciso uma avalanche de revelações sobre toda sorte de prevaricações seguida de uma vigorosa reação da opinião pública para que, finalmente, na semana passada, os deputados dessem sinal de que não vivem em Marte. Na terça-feira, numa tensa reunião a portas fechadas, depois de ainda tentarem colocar a culpa na imprensa e na opinião pública, os líderes da Câmara dos Deputados anunciaram o fim da farra com as passagens aéreas pagas pelo contribuinte. A partir de agora, os senhores deputados estão proibidos de usar dinheiro público para custear viagens de namoradas, esposas, filhos, amigos, seja no Brasil ou ao exterior.

A Câmara manteve, por razões que agridem as leis da física, a cota de passagens aéreas para os deputados do Distrito Federal. Também anistiou os parlamentares que embarcaram na farra. Apesar da natureza estritamente pragmática do ato da Câmara, cuja origem encontra-se no instinto de preservação política dos parlamentares, e não em qualquer vestígio de preocupação republicana, a proibição é um bom sinal. Um sinal de que ainda existe uma réstia de vínculo entre a vontade dos eleitores e as atitudes dos representantes.

A cúpula da Câmara montou uma comissão para estudar cortes adicionais nas despesas da Casa. Um grupo de parlamentares ficou encarregado de entregar resultados em um mês. À primeira vista, a medida pode parecer louvável, mas é preciso cautela. Uma das propostas que encabeçam a pauta é o aumento do salário dos deputados, que passaria dos atuais 16.000 para 24.500 reais, como forma de compensar as perdas com o corte de “extras”, entre os quais as cotas de passagens e as verbas de gabinete. A promessa de discutir o reajuste foi uma forma de aplacar os ânimos dos parlamentares do chamado baixo clero – uma turma nanica que já consegue confundir-se com a imagem do próprio Congresso. São pequenos avanços rumo à moralidade e à racionalidade e já quase podemos dizer a eles: Bem-vindos ao planeta Terra!

Leia a reportagem completa em VEJA desta semana (na íntegra somente para assinantes).

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