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Filha de João de Deus foi vítima de estupro, diz advogado em nota

Defesa de Dalva Teixeira reafirma relatos de abuso sexual e “grave ameaça de morte"

Por Da Redação - Atualizado em 14 dez 2018, 19h18 - Publicado em 14 dez 2018, 18h50

O médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, teve a sua prisão decretada nesta sexta-feira, 14, pela Justiça de Goiás. Ele é alvo de mais de 300 acusações de abuso sexual de mulheres que participaram de rituais religiosos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, no interior de Goiás. Os casos estão sendo investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.

Dentre as denúncias, está o relato chocante de Dalva Teixeira, filha de João de Deus. Em entrevista exclusiva a VEJA, ela contou como foi abusada sexualmente e espancada pelo próprio pai. Os fatos, segundo Dalva Teixeira, ocorreram dos 10 aos 14 anos de idade, em casa, no carro e durante viagens. Ela também revelou que sofreu um aborto após ter sido agredida pelo médium quando contou que estava grávida.

Procurado, João de Deus diz que é inocente e está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. O advogado Marcos Eduardo Cordeiro Bocchini, que defende Dalva Teixeira, diz que a filha do médium foi “vítima de estupro cometido pelo seu próprio pai” e que “procurou o Ministério Público para relatar o crime, convicta que a Justiça será feita”.

Em sua página no Instagram, João de Deus postou um vídeo em que Dalva Teixeira nega que tenha sido abusada. A VEJA, ela disse que a gravação foi feita sob ameaça há um ano e cinco meses. “Informamos que o vídeo foi gravado mediante coação e grave ameaça de morte aos seus filhos, ainda quando estava internada numa clínica de reabilitação”, disse em nota o advogado Marcos Eduardo Cordeiro Bocchini.

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