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FHC prega redução do número de ministros de Dilma

Por Gustavo Uribe

São Paulo – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu hoje a ideia de que a presidente Dilma Rousseff reduza o número de pastas na reforma ministerial, prevista para janeiro de 2012. O ex-presidente, que participou do seminário Raça e Cidadania no Brasil: A Questão das Cotas, no Instituto Fernando Henrique Cardoso, avaliou que foram criados muitos ministérios pelo atual governo, o que dificulta uma boa administração.

“Eu sou a favor, e acho que foram criados muitos ministérios”, respondeu Fernando Henrique, ao ser indagado se era favorável à redução do total de pastas na Esplanada. “É difícil administrar com tantos ministérios”. O ex-presidente não quis, contudo, dar sugestões sobre quais pastas devem ser extintas na reforma ministerial. “Isso é uma questão técnica, eu não posso dizer”, esquivou-se.

A presidente Dilma Rousseff tem dito nas últimas semanas a membros de seu governo que pretende enxugar a Esplanada do Ministérios, que atualmente conta com 37 pastas. Os ministros Fernando Haddad (Educação), Iriny Lopes (Secretaria das Mulheres) e Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) devem deixar os cargos para disputar as eleições municipais de 2012.

Os ministros Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Ana de Hollanda (Cultura) são cotados para perder os postos que ocupam por falta de apoio partidário e por fraco desempenho à frente de suas pastas. O Palácio do Planalto estuda ainda integrar a Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial à Secretaria de Direitos Humanos.

No evento de hoje, que contou com a participação da ministra da Igualdade Racial, Luiza Barrios, Fernando Henrique avaliou como um avanço a criação de um ministério para tratar de questões ligadas à igualdade racional. “Eu acho que o Estado brasileiro tem de ter uma expressão para promover uma política de maior igualdade racial”, defendeu.

Depois do seminário, em conversa com jornalistas, a ministra ressaltou que o Palácio do Planalto ainda não iniciou oficialmente um debate sobre a eventual fusão do ministério que comanda. “Até que isso aconteça, eu vou considerar que isso é uma especulação”, considerou. “Eu acho que a tendência é de que permaneçamos no atual modelo”, acrescentou.