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Ferido no incêndio do Alemão é suspeito de atear fogo

Uma pousada do AfroReggae e a redação de um jornal local foram atingidos

Por Da Redação 16 jul 2013, 16h22

A Polícia Civil já tem um suspeito do incêndio em um prédio do AfroReggae no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro, na madrugada desta terça-feira. Wagner Moraes da Silva, que ficou ferido durante o incidente, é apontado como o responsável por atear fogo ao local, onde também funcionava a redação do jornal comunitário Voz da Comunidade.

Conforme o delegado Reginaldo Guilherme, da 22ª DP (Penha), uma testemunha diz ter visto o rapaz de 20 anos entrar no prédio pela janela. Ele não seria conhecido na favela, acrescenta ela, que teve a identidade preservada. Socorrido pelos bombeiros, Silva foi internado no Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde está em observação na UTI. Com 30% do corpo queimado, seu quadro é considerado estável.

Ainda de acordo com o delegado, o jovem disse que entrou no prédio para tentar apagar as chamas. “Mas como pode uma pessoa apagar um princípio de incêndio entrando pela janela?”, questionou Guilherme, que acredita que o suspeito tenha, na verdade, tentado simular um furto para iniciar o fogo criminoso. Ele ainda teria tentado fugir, mas uma explosão o impediu, acrescenta o delegado.

Em seu perfil no Twitter, o coordenador do AfroReggae, José Júnior, disse acreditar que o fogo tenha sido criminoso. Ao jornal local RJTV, ele apontou envolvimento do pastor Marcos Pereira – seu desafeto e recentemente preso suspeito de estuprar várias fiéis de sua igreja. “Desde que fizemos denúncias que resultaram na prisão do pastor Marcos, temos tido muitos problemas. E tudo isso é orquestrado por ele”, declarou.

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